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Depoimento de Naomi Campbell em julgamento em Haia é adiado

Depoimento de Naomi Campbell em julgamento em Haia é adiado

Atualizado: Segunda-feira, 26 Julho de 2010 as 11:16

O testemunho da top model britânica Naomi Campbell no julgamento do ex-presidente liberiano Charles Taylor, julgado em Haia por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, foi adiado para 5 de agosto, anunciou nesta segunda-feira (26) o Tribunal Especial para Serra Leoa (TESL).

"Os juízes do TESL aprovaram o pedido de Naomi Campbell de adiar seu testemunho previsto no julgamento de Charles Taylor de quinta-feira, dia 29, para 5 de agosto de 2010", indica em um comunicado Solomon Moriba, portavoz do TESL.

A 'modelo vai prestar depoimento sobre um "diamante de sangue" que teria recebido de presente do ex-presidente liberiano.

A modelo foi intimada a comparecer, em 29 de julho, no Tribunal Especial para Serra Leoa (TESL), informando na intimação, divulgada no último dia 1º que, caso ela não se apresentasse, poderia ser condenada a sete anos de prisão.

Em maio passado, a acusação havia pedido que Campbell fosse intimada para responder a suspeitas levantadas pela atriz Mia Farrow, de que Taylor teria dado de presente um diamante à supermodelo britânica em setembro de 1997, após um jantar organizado pelo então presidente sul-africano, Nelson Mandela.

Segundo a promotoria, Taylor viajou em setembro daquele ano à África do Sul para vender ou trocar por armas diamantes recebidos de rebeldes de Serra Leoa.

Taylor é suspeito de ter liderado os rebeldes da Frente Revolucionária Unida (RUF) de Serra Leoa, abastecendo-os com armas e munições em troca de diamantes, durante a guerra civil naquele país, de 1991 a 2001.

A acusação acredita que as evidências de Campbell, que em outras oportunidades se negou a falar com a promotoria sobre o suposto presente, darão suporte à alegação de que Taylor tem acesso a diamantes brutos, uma alegação que ele tem negado.

Taylor, de 62 anos, é acusado de 11 crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra civil no país africano.

Ele alega inocência das acusações de assassinato, estupro, recrutamento de meninos soldados, escravidão e saques.

A Frente Revolucionária Unida é acusada de mutilar centenas de civis, que tiveram suas mãos e braços decepados em uma das guerras mais brutais da história moderna, que matou cerca de 120 mil pessoas.

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