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Diálogo não avança em Honduras

Diálogo não avança em Honduras

Atualizado: Sexta-feira, 9 Outubro de 2009 as 12

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, advertiu nesta quinta-feira que o governo golpista está colocando o país à beira do abismo por sua negativa de restituí-lo ao poder, em meio a um diálogo que não demonstra avanços apesar da pressão da missão da Organização dos Estados Americanos.

A negociação se complicou depois que o presidente golpista, Roberto Micheletti, reafirmou aos chanceleres e secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, sua negativa de devolver a presidência a Zelaya.

''Se hoje sou o obstáculo, vou fazer a minha parte, mas exijo o mesmo deste senhor'' destacou Micheletti em referência a Zelaya, durante sua reunião com Insulza e com os chanceleres encarregados de promover o diálogo para superar a crise hondurenha, gerada pelo golpe de Estado de 28 de junho passado.

A posição de Micheletti bloqueia um ponto fundamental do Acordo de San José, o plano do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que serve de base às negociações e estabelece como prioridade a restituição de Zelaya.

Eleições em novembro

Na abertura das negociações na véspera, transmitida ao vivo pela TV local, Micheletti também disse, em tom firme, que ''não há modo de impedir'' as eleições de 29 de novembro, que a comunidade internacional não planeja reconhecer caso seja celebrada sob o regime de fato.

Micheletti voltou a acusar Zelaya de tentar permanecer no poder, por mais quatro anos, por meio de uma reforma ilegal da Constituição, que permitiria a reeleição presidencial.

Zelaya, por sua vez, disse nesta quinta que o governo de fato está levando Honduras para o abismo ao recusar a única saída aceita mundialmente para a crise, que é a restituição do presidente constitucional.

O presidente deposto disse que o esforço pela restituição da democracia ''não vai ser em vão, embora obter uma vitória vá custar porque não é fácil lutar quando há violência e não há transparência''.

Já José Miguel Insulza afirmou na noite de quarta-feira que está claro que a posição do presidente de fato de Honduras não mudou, mas insistiu que o diálogo deve prosseguir até um acordo.

''Está claro que a posição de Micheletti não mudou, mas não devemos fazer conclusões agora'' completou.

Por fim, a France Presse teve acesso a documentos oficiais do departamento de Justiça dos Estados Unidos que afirmam que governo golpista de Honduras contratou uma empresa de lobby chamada Chlopak, Leonard, Schechter and Associates por US$ 292 mil (R$ 508,7 mil) dólares para atuar junto à opinião pública americana. Nesta quinta, o jornal The New York Times citou um montante de US$ 400 mil (R$ 700 mil).

O objeto do contrato é ''contar com os serviços de consultoria de uma empresa de relações públicas especializada em situações políticas especiais, a fim de implementar um plano estratégico de comunicação para obter um melhor posicionamento do governo ante a opinião pública mundial'', segundo uma cópia do documento.

Um porta-voz da empresa, Juan Cortiña, confirmou à France Presse que trabalha para Honduras, mas se recusou a entrar em detalhes. A companhia trabalha para outros governos estrangeiros, como o nicaraguense, o espanhol, o mexicano ou o colombiano, assim como para instituições como a Cruz Vermelha americana.

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, advertiu nesta quinta-feira que o governo golpista está colocando o país à beira do abismo por sua negativa de restituí-lo ao poder, em meio a um diálogo que não demonstra avanços apesar da pressão da missão da Organização dos Estados Americanos.

A negociação se complicou depois que o presidente golpista, Roberto Micheletti, reafirmou aos chanceleres e secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, sua negativa de devolver a presidência a Zelaya.

''Se hoje sou o obstáculo, vou fazer a minha parte, mas exijo o mesmo deste senhor'' destacou Micheletti em referência a Zelaya, durante sua reunião com Insulza e com os chanceleres encarregados de promover o diálogo para superar a crise hondurenha, gerada pelo golpe de Estado de 28 de junho passado.

A posição de Micheletti bloqueia um ponto fundamental do Acordo de San José, o plano do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que serve de base às negociações e estabelece como prioridade a restituição de Zelaya.

Eleições em novembro

Na abertura das negociações na véspera, transmitida ao vivo pela TV local, Micheletti também disse, em tom firme, que ''não há modo de impedir'' as eleições de 29 de novembro, que a comunidade internacional não planeja reconhecer caso seja celebrada sob o regime de fato.

Micheletti voltou a acusar Zelaya de tentar permanecer no poder, por mais quatro anos, por meio de uma reforma ilegal da Constituição, que permitiria a reeleição presidencial.

Zelaya, por sua vez, disse nesta quinta que o governo de fato está levando Honduras para o abismo ao recusar a única saída aceita mundialmente para a crise, que é a restituição do presidente constitucional.

O presidente deposto disse que o esforço pela restituição da democracia ''não vai ser em vão, embora obter uma vitória vá custar porque não é fácil lutar quando há violência e não há transparência''.

Já José Miguel Insulza afirmou na noite de quarta-feira que está claro que a posição do presidente de fato de Honduras não mudou, mas insistiu que o diálogo deve prosseguir até um acordo.

''Está claro que a posição de Micheletti não mudou, mas não devemos fazer conclusões agora'' completou.

Por fim, a France Presse teve acesso a documentos oficiais do departamento de Justiça dos Estados Unidos que afirmam que governo golpista de Honduras contratou uma empresa de lobby chamada Chlopak, Leonard, Schechter and Associates por US$ 292 mil (R$ 508,7 mil) dólares para atuar junto à opinião pública americana. Nesta quinta, o jornal The New York Times citou um montante de US$ 400 mil (R$ 700 mil).

O objeto do contrato é ''contar com os serviços de consultoria de uma empresa de relações públicas especializada em situações políticas especiais, a fim de implementar um plano estratégico de comunicação para obter um melhor posicionamento do governo ante a opinião pública mundial'', segundo uma cópia do documento.

Um porta-voz da empresa, Juan Cortiña, confirmou à France Presse que trabalha para Honduras, mas se recusou a entrar em detalhes. A companhia trabalha para outros governos estrangeiros, como o nicaraguense, o espanhol, o mexicano ou o colombiano, assim como para instituições como a Cruz Vermelha americana.

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