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Diante de manobras dos EUA com Coreia do Sul, Pyongyang põe tropas em alerta

Diante de manobras dos EUA com Coreia do Sul, Pyongyang põe tropas em alerta

Atualizado: Segunda-feira, 17 Agosto de 2009 as 12

A Coreia do Norte colocou em alerta seu exército e sua população, nesta segunda-feira, 17 de agosto, com o início das manobras militares entre EUA e Coreia do Sul, e advertiu que responderá a toda provocação militar com um ataque nuclear.

O supremo comando militar do regime comunista norte-coreano divulgou aos meios de comunicação estatais um documento classificando as manobras perto de sua fronteira de "grave ameaça" à paz. Além disso, considerou-as os primeiros passos de uma invasão.

O texto prometeu responder "à mínima provocação militar" contra sua soberania com "um ataque sem piedade aos agressores, com todos os meios ofensivos e defensivos, inclusive os nucleares".

O regime de Pyongyang, que possui armas nucleares, denuncia frequentemente os exercícios militares conjuntos americano-sul-coreanos e ameaça com represálias diante de qualquer violação de sua soberania.

No entanto, Washington e Seul destacam que estas manobras são puramente defensivas.

Segundo seu costume, os comandos militares dos Estados Unidos e Coreia do Sul notificaram a Pyongyang a realização das manobras, que começarão nesta segunda-feira e terminarão em 27 de agosto.

Quase 10.000 militares americanos de bases tanto em solo sul-coreano como em outros países e aproximadamente 56.000 soldados sul-coreanos tomarão parte nas mesmas.

Os responsáveis militares sul-coreanos e americanos reiteraram que as manobras são defensivas e que não representam uma provocação de forma alguma.

A Coreia do Norte, por sua vez, destacou que as manobras sentam as bases de um novo cenário para uma invasão.

Os Estados Unidos têm 28.500 militares na Coreia do Sul.

Fronteira reaberta

Apesar das relações azedadas ultimamente, a Coréia do Norte disse neste domingo, dia 16, ter concordado em reabrir sua fronteira com o vizinho do sul e permitir a retomada do turismo e das reuniões familiares.

A declaração conjunta divulgada pela agência estatal norte-coreana KCNA ocorre depois de um encontro entre o  líder Kim Jong-il e o chefe do grupo Hyundai, da Coreia do Sul, Hyon Jong Un, que havia ido a Pyongyang para tentar libertar um trabalhador detido.

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