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Diretor e jornalista da emissora Al Jazeera são detidos no Egito

Diretor e jornalista da emissora Al Jazeera são detidos no Egito

Atualizado: Sábado, 5 Fevereiro de 2011 as 10:22

O diretor do escritório no Cairo da televisão Al Jazeera e um jornalista da rede foram detidos, um dia depois de ataque e saque às dependências da emissora na capital egípcia, anunciou o próprio canal árabe de informações. O Egito vive dias tensos com a pressão popular para que o presidente, Hosni Mubarak, deixe o cargo.

"O diretor Abdel Fattah Fayed e o repórter Ahmad Yussef estão presos", anunciou a rede em seu site.

A Al Jazeera, com sede no Qatar, já havia denunciado na sexta-feira o assalto a seu escritório no Cairo, com a destruição de equipamentos.

Neste sábado, milhares de manifestantes egípcios tentam manter aceso o protesto na praça Tahrir, no centro do Cairo, apesar da fina chuva e das baixas temperaturas desta noite, à espera de passos políticos para resolver a situação.

Com o começo da manhã, recomeçaram os cânticos contra o presidente Hosni Mubarak, enquanto centenas de pessoas fazem fila na ponte Qasr el Nil para atravessar três controles militares e unir-se aos manifestantes.

Na tribuna principal, oradores de diferentes tendências tentam encorajar os milhares que agitam bandeiras do Egito com seus discursos.

Quando calam, os alto-falantes da praça reproduzem canções revolucionárias de artistas árabes, como Abdel Halim Hafez.

Mubarak reúne ministros

O presidente egípcio, Hosni Moubarak, reuniu-se neste sábado com ministros do novo governo, informou a agência oficial Mena, numa tentativa de apaziguar os ânimos, no momento em que a revolta popular entra no décimo segundo dia.

Trata-se da primeira reunião do presidente com os ministros desde a destituição do gabinete anterior, semana passada.

Participaram o primeiro-ministro Ahmad Chafic, assim como os ministros de Petróleo, Comércio, Finanças, da Solidariedade Social e o governador do Banco Central, precisou a Mena.

Explosão de gasoduto

Um dos principais gasodutos da cidade de Arish, no norte da península egípcia do Sinai, explodiou neste sábado sem deixar vítimas, informaram fontes oficiais.

As fontes não confirmaram uma informação da emissora de TV pública egípcia, que assinalou a possibilidade de o caso se tratar de uma sabotagem.

Segundo a emissora egípcia, alguns "sabotadores" explodiram o principal gasoduto que liga Arish à Jordânia, mas o país de destino do gás é fonte de confusão, já que as cadeias de TV "Al Arabiya" e "Al Jazira" citam Israel como destino.

De acordo com a emissora pública egípcia, o incêndio ocorrido no gasoduto causou explosões no conduto de gás na zona do Sheikh Zauid, este sim fazendo a ligação com Israel através do Mar Mediterrâneo.

Bombeiros foram destacados à região para tentar apagar as chamas, e o gasoduto foi fechado para impedir o fluxo de gás.

A coluna de fumaça produzida pelas explosões pode ser vista desde a faixa de Gaza, a 70 quilômetros do local do acidente.

Desde que tiveram início os protestos políticos contra o regime de Hosni Mubarak, a Península do Sinai foi um dos pontos de instabilidade, com duros enfrentamentos entre os beduínos e a polícia.

Na sexta-feira, um grupo de beduínos lançou granadas contra um quartel da segurança do Estado na cidade de Arish, enquanto em 29 de janeiro 12 pessoas morreram em um tiroteio com as forças de segurança.

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