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Egito pós-Mubarak abre Canal de Suez para navios de guerra do Irã

Egito pós-Mubarak abre Canal de Suez para navios de guerra do Irã

Atualizado: Terça-feira, 22 Fevereiro de 2011 as 2:13

O governo israelense criticou a passagem, permitida pelas novas autoridades egípcias, de dois navios de guerra iranianos pelo Canal de Suez. É a primeira vez desde a Revolução Islâmica no Irã, em 1979, que navios de guerra iranianos atravessam o canal de Suez, que liga o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo e é controlado pelo Egito.  

As autoridades militares que governam o Egito desde a queda do presidente Hosni Mubarak afirmaram que não têm objeção à travessia dos navios iranianos, sob o argumento de que o país não tem conflitos com o Irã.

Segundo o governo iraniano, a fragata Alvand e o navio de suprimentos Kharq estão a caminho do Mediterrâneo para participar de uma missão de treinamento em conjunto com a Marinha síria. A bordo do Kharq há helicópteros e 250 tripulantes. O Alvand está armado com torpedos e mísseis.     Os navios entraram no canal de Suez às 5h45 do horário local e deverão concluir a travessia no final da tarde desta terça-feira.

Influência iraniana

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou no domingo que considera "grave" o envio dos navios iranianos para o canal de Suez. Segundo o premiê, a medida demonstra que o Irã está "se aproveitando da instabilidade atual no Egito para ampliar sua influencia na região".

Fontes militares disseram à imprensa israelense que a Marinha de Israel "observará os navios iranianos à distância e não entrará em contato com eles". A passagem dos navios iranianos pelo Canal de Suez foi adiada algumas vezes e a princípio havia sido desmentida pelas autoridades militares do Egito.

No entanto, no final da semana, as autoridades egípcias anunciaram que "Cairo decidiu permitir" a passagem dos dois navios. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou que a comunidade internacional deve entender que "Israel não poderá ignorar eternamente essas provocações (do Irã)".    

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