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Egito prende sete por atentado contra cristãos

Egito prende sete por atentado contra cristãos

Atualizado: Segunda-feira, 3 Janeiro de 2011 as 8:36

Forças de segurança prenderam neste domingo (2) sete suspeitos de ligação com o atentado suicida que matou 21 pessoas diante de uma igreja cristã em Alexandria, no Egito, no último sábado (1º), informou o jornal britânico The Guardian.

Segundo a edição online do diário, a polícia egípcia inicialmente tinha detido 17 suspeitos, mas liberou dez pessoas mais tarde. Ainda não está claro qual seria a ligação dos presos com a ação.

O atentado com carro-bomba teve como alvo a Igreja dos Santos, no bairro de Sidi Bishr, onde cerca de mil cristãos coptas comemoravam a passagem do Ano-Novo. Dezenas de pessoas ficaram feridas.

Especialistas em segurança dizem que a ação possui as características da rede terrorista islâmica Al Qaeda, embora nenhuma organização tenha assumido a responsabilidade.

Esse foi um dos ataques mais sangrentos ocorridos no Egito nos últimos anos, e o mais grave contra a comunidade cristã do país, que representa 10% da população.

Nas últimas semanas, organizações terroristas iraquianas vinculadas à Al Qaeda perpetraram vários ataques contra cristãos do país, em represália pelo suposto desaparecimento de duas mulheres egípcias que eram cristãs e se converteram ao Islã.

Repercussão

O patriarca da Igreja copta - maior comunidade cristã do Oriente Médio -, Chenuda 3º, pediu que os autores do ataque sejam rapidamente detidos e julgados, qualificando o atentado de ato "terrorista" e "covarde".

As principais autoridades religiosas muçulmanas do Egito, bem como o movimento islâmico de oposição da irmandade muçulmana, também condenaram com firmeza o massacre.

O atentado foi igualmente criticado pela comunidade internacional. Depois do papa Bento 16, o Conselho das Igrejas, com sede em Genebra, condenou o "terrível ataque contra fiéis inocentes".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que os autores da explosão não têm "nenhum respeito pela vida e a dignidade humanas".

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