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Eleições na Rússia não foram livres nem justas, diz Hillary Clinton

Eleições na Rússia não foram livres nem justas, diz Hillary Clinton

Atualizado: Terça-feira, 6 Dezembro de 2011 as 9:33

A secretária de Estado dos Estados Unidos , Hillary Clinton, sugeriu que as eleições na Rússia não foram nem livres nem justas, ao fazer um pedido mais amplo nesta terça-feira (6) pela liberdade digital durante uma reunião europeia sobre segurança.

Hillary se pronunciou diante de ministros de países da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Ela acusou a Bielorrúsia de "perseguição persistente" da oposição e sugeriu que a Ucrânia havia perseguido a ex-premiê Yulia Tymoshenko por motivos políticos.

Pelo segundo dia, Hillary citou "sérias preocupações" com as eleições de domingo na Rússia, em que a maioria parlamentar do primeiro-ministro Vladimir Putin foi reduzida em uma votação manchada por acusações de fraude e outras irregularidades.

"Quando autoridades deixam de indiciar aqueles que atacam pessoas por exercerem seus direitos ou por expor abusos, elas subvertem a justiça e minam a confiança do povo em seus governos", disse Hillary em discurso na OSCE.

Forças especiais do ministério russo do Interior foram enviadas a Moscou para "garantir a segurança", informou uma fonte ministerial, um dia depois de uma manifestação da oposição para denunciar as irregularidades nas eleições legislativas del domingo.

"As tropas especiais têm um único objetivo: garantir a segurança dos cidadãos", declarou o tenente Vasili Panshkov, ao ser questionado pela agência Interfax sobre a circulação de automóveis militares por Moscou.

Militantes do Partido Comunista protestam contra os resultados das eleições nesta segunda-feira (5) em Moscou (Foto: AP) "Como já vimos em muitos lugares, e mais recentemente nas eleições da Duma (a câmara baixa do Parlamento) na Rússia, eleições que não são nem livres nem justas têm o mesmo efeito", acrescentou, em comentários que foram um pouco além de suas críticas à votação na segunda-feira.

Hillary disse que dois ex-candidatos presidenciais em Belarus permanecem presos, um ano depois de uma repressão do governo, e expressou preocupação com o caso de Tymoshenko, na Ucrânia , que enfrenta sete anos de prisão por abuso de poder.        

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