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Eletricidade gerada pelo cano de escapamento poderá aposentar alternadores

Eletricidade gerada pelo cano de escapamento poderá aposentar alternadores

Atualizado: Quinta-feira, 5 Junho de 2008 as 12

O motor de um automóvel, por mais moderno que seja, não é nenhum exemplo de eficiência energética. Do total da energia contida no combustível, mais de dois terços é desperdiçada na forma de calor.

É por isso que engenheiros do mundo todo estão se debruçando sobre os materiais termoelétricos, que poderão converter esse calor em eletricidade, permitindo a construção de automóveis híbridos muito mais econômicos. Esses materiais também poderão ser utilizados na indústria e até para o aproveitamento do calor do Sol.

Os cientistas do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, estão se dedicando a um ítem específico do desperdício de energia dos automóveis: o cano de escapamento. Eles descobriram que mais da metade do calor gerado pela combustão é dissipado pelos gases que são expelidos pelo escapamento.

"As temperaturas no escapamento podem alcançar 700 graus Celsius ou mais," diz o Dr. Harald Böttner. "Assim, a diferença entre a temperatura do cano de escapamento e do cano que transporta a água que refrigera o motor pode ser de várias centenas de graus Celsius."

É esse diferencial de temperatura que permite o funcionamento do gerador termoelétrico. Quanto maior o gradiente de temperaturas, maior é a energia que ele gera. Acionados pelo fluxo de calor que viaja entre os quentíssimos gases no cano de escapamento e o muito mais frio líquido que refrigera o motor, materiais semicondutores especiais produzem uma corrente elétrica que pode acionar diretamente um motor elétrico ou ser armazenada em baterias.

O objetivo de longo prazo dos pesquisadores é tornar obsoletos os alternadores dos carros, criando uma fonte de eletricidade gerada unicamente pelo aproveitamento do calor. Mantendo a temperatura do motor em níveis ótimos e retirando o alternador, os engenheiros alemães calculam uma economia de combustível entre cinco e sete por cento. Isso sem contar a possível utilização da energia gerada em sistemas auxiliares de acionamento do próprio carro.

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