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Em meio a protestos, premiê da Grécia anuncia mudanças no governo

Em meio a protestos, premiê da Grécia anuncia mudanças no governo

Atualizado: Quarta-feira, 15 Junho de 2011 as 4:25

O premiê da Grécia , George Papandreou, anunciou nesta quarta-feira (15) que vai formar um novo gabinete até esta quinta-feira e, logo em seguida, buscar um voto de confiança do partido governista Pasok no Parlamento.

O anúncio do socialista ocorre em meio a violentos protestos contra a política de austeridade do governo, que deixaram feridos em Atenas, e depois do fracasso da negociação com oposicionistas em torno de um governo de união nacional.

"Vou continuar no mesmo caminho", disse Papandreou na TV estatal. "Esse é o caminho que devemos seguir, junto com o grupo parlamentar do Pasok, seus membros e o povo grego."

"Amanhã, vou formar um novo governo, e então pedir um voto de confiança." Papandreou também afirmou que a oposição conservadora recusou a sua proposta de formar um governo de união.

Cão 'encara' polícia de choque durante protestos desta quarta-feira (15) em Atenas (Foto: Reuters)

  Manifestantes gregos atacaram mais cedo os prédios que abrigam o Ministério das Finanças, na Praça Syntagma, em Atenas, durante a terceira greve geral de 24 horas no país, que levou milhares de pessoas às ruas.

Eles jogaram bombas de gasolina nos prédios e foram reprimidos pela polícia. Houve feridos.     Convocada pelos sindicatos majoritários, a greve paralisa a circulação de trens e navios e afeta também a imprensa, pois aderiram a ela os jornalistas de todos os veículos.

Também permaneceram fechados os bancos, os ministérios, os serviços voltados ao público, as creches e as empresas estatais em vias de privatização.

Os gregos protestam contra a implementação de um pacote adicional de medidas de austeridade do qual o país depende para seguir recebendo ajuda da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para evitar a quebra.     O último pacote de austeridade com o qual o governo pretende acrescentar 78 bilhões de euros ao saldo das contas do Estado e diminuir o déficit a 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, compreende privatizações, cortes salariais, fechamento de empresas públicas e aumentos de impostos.

Segundo a imprensa grega, em reunião extraordinária dos ministros de Finanças dos países da zona do euro sobre a Grécia na terça-feira (13), ficou claro que os parceiros europeus exigem que o pacote de medidas e as leis pertinentes sejam aprovados pelo Parlamento grego.        

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