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Em nota, Dilma pede 'providências urgentes' para libertação de jornalista

Em nota, Dilma pede 'providências urgentes' para libertação de jornalista

Atualizado: Quinta-feira, 10 Março de 2011 as 12:45

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (10), por meio de nota, que está “acompanhando com atenção a situação” do jornalista brasileiro Andrei Netto, do jornal ‘O Estado de S. Paulo”, detido na Líbia enquanto cobria os conflitos no país comandado pelo ditador Muammar Kadhafi.

Dilma determinou ao ministro interino das Relações Exteriores, Ruy Nogueira, que adote “providências urgentes para assegurar a integridade física e libertação” do repórter.

De acordo com a nota, lida pelo porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena, Netto estaria preso na localidade de Sabratha, a 60 km de Trípoli. Na nota, Dilma afirma ainda que a embaixada do Brasil na Líbia está em contato com o governo do país árabe para a liberação do jornalista.

“O embaixador brasileiro na Líbia, George Ney de Souza Fernandes, está envidando todos os esforços necessários junto às forças que atuam na região para a pronta solução do caso”, diz a Presidência, na nota.

Ainda nesta quinta, Embaixada da Líbia no Brasil informou que as negociações para a libertação do jornalista brasileiro Andrei Netto estão em andamento. De acordo com a embaixada, o brasileiro, que faz a cobertura do conflito na Líbia, foi preso porque não portava os documentos necessários para trabalhar naquele país.

O jornal “O Estado de S. Paulo” havia perdido contato direto com Netto há cerca de uma semana. Ele é correspondente do jornal em Paris e foi enviado à Líbia para fazer a cobertura jornalística dos confrontos entre forças rebeldes e do governo.

Até domingo, o jornal relatou que recebia informações indiretas de que o repórter estava bem, escondido na região de Zawiya - cenário de violentos confrontos entre Kadhafi e os insurgentes, a 30 quilômetros de Trípoli.

A comunicação direta com a redação - por meio de telefonemas e e-mails - havia sido propositadamente cortada por segurança, afirmavam fontes líbias ao jornal.

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