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Embaixada ajuda brasileiros a deixar o Egito

Embaixada ajuda brasileiros a deixar o Egito

Atualizado: Segunda-feira, 31 Janeiro de 2011 as 1:14

A Embaixada do Brasil no Cairo, capital do Egito, está ajudando brasileiros que tentam deixar o país em meio aos maiores protestos de rua do país em 30 anos, que completam nesta segunda-feira (31) sete dias.

Brasileiros em férias ou que vivem no país relataram dificuldades de deixar o Egito, onde o governo antecipou o toque de recolher decretado na sexta das 16h para as 15h. No aeroporto, milhares de cidadãos de outros países tentam embarcar em voos comerciais.

Não há, segundo a embaixada, nenhum plano para retirada de brasileiros pelo governo brasileiro. No entanto, segundo o Ministério das Relações Exteriores, os turistas que tiverem dificuldade em deixar o país podem procurar a embaixada, que atende pelos telefones: 00 xx 20 2 2577-3013 / 2576-1466.     “Os voos comerciais estão ocorrendo, com algum tumulto [no aeroporto], mas as companhias operam normalmente. No sábado, embarcamos um grupo de 21 brasileiros que pediram ajuda à embaixada”, disse ao G1 , por telefone, o adido militar da embaixada, coronel Henrique Weber.

O coronel alerta os brasileiros que, devido à limitação do toque de recolher decretado pelo governo, a embaixada no país está atendendo apenas até as 15h no horário local (11h de Brasília). Enquanto o adido militar falava com a reportagem, nesta segunda, já era possível ouvir os gritos de manifestantes nas ruas do Cairo. “Todos os funcionários tem que deixar a embaixada e voltar para as suas casas antes”, disse.     Segundo o Itamaraty, a orientação é que os brasileiros em viagem ao Egito permaneçam em seus hotéis ou busquem regiões fora dos conflitos e aguardem o dia correto do retorno, já que os voos para deixar o país estão lotados e não é possível encaixar outros passageiros.

Países como Japão e Canadá anunciaram que pretendem enviar aviões fretados para retirar seus cidadãos do Egito, onde as violentas manifestações contra o regime de Hosni Mubarak deixaram pelo menos 125 mortos em uma semana.    

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