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Embaixador dos EUA vai voltar à Síria

Embaixador dos EUA vai voltar à Síria

Atualizado: Terça-feira, 6 Dezembro de 2011 as 2:11

O embaixador dos EUA para a Síria , Robert Fort, deve voltar a Damasco ainda nesta terça-feira (6), seis semanas após ter deixado o país por conta de riscos à sua segurança.

"O embaixador Robert Ford terminou suas consultas em Washington e está retornando a Damasco nesta noite", disse um porta-voz do Departamento de Estado.

Ford deixou o país precipitadamente no fim de outubro devido a "ameaças confiáveis contra sua segurança pessoal". Um prédio em que ele estava com sua comitiva chegou a ser atacado por manifestantes.

Vários países árabes e europeus convocaram desde então seus embaixadores para consultas.

Restos de ovos lançados contra a comitiva do embaixador dos EUA na Síria, Robert Ford, em 29 de setembro, em Damasco (Foto: AP) Ford desagradou o regime do presidente Bashar al Assad ao criticá-lo publicamente e ao se movimentar duas vezes sobre o local para avaliar por si mesmo as manifestações.

Ao mesmo tempo, a oposição síria continua denunciando mortes e prisões arbitrárias praticadas pelo regime de Bashar al Assad, contestado por uma rebelião desde março. O governo sírio anunciou ter frustrado uma infiltração de "terroristas" provenientes da Turquia em direção à província de Idleb (noroeste), informou a agência oficial Sana.

"A guarda fronteiriça frustrou na noite passada uma tentativa de infiltração de grupos terroristas armados em Ain Bayda, em Idleb, provenientes da Turquia", segundo a Sana.

Não se sabe quantos dos 35 homens armados ficaram feridos, e os demais integrantes do grupo fugiram para a Turquia. Não houve feridos na guarda fronteiriça. "Ouvimos veículos que levavam os feridos de volta para o lado turco", acrescentou a Sana.

O rebelde Exército Livre Sírio, composto por militares desertores e presente na Turquia, combate as forças de segurança.

Para militantes de direitos humanos sírios, ONU e ONGs internacionais, os civis são as principais vítimas da repressão que deixou, segundo a ONU, mais de 4 mil mortos.      

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