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Equipes abortam resgate em ruínas de prédio em Christchurch

Equipes abortam resgate em ruínas de prédio em Christchurch

Atualizado: Quarta-feira, 23 Fevereiro de 2011 as 10:20

As equipes de salvamento na Nova Zelândia abandonaram nesta quarta-feira (23) as tentativas de resgatar pessoas presas debaixo dos escombros de um edifício que desmoronou após o terremoto que atingiu Christchurch, informou a polícia. As autoridades estimam que cerca de 100 pessoas estariam soterradas.

Fontes das equipes de resgate explicaram que seria um risco continuar a operação e desencorajaram a esperança por sobreviventes.

Entre as pessoas presas sob os escombros na sede da emissora local "CTV" há cerca de 20 estudantes japoneses que participavam de um programa de intercâmbio e um número indeterminado de jornalistas e policiais que tentaram esvaziar as instalações depois do terremoto.     Os socorristas indicaram que não detectaram nenhum sinal de vida sob os escombros ao inspecioná-los com microfones de alta potência e pequenas câmeras de vídeo.

Nesta quarta, uma mulher foi resgatada após permanecer quase 26 horas presa sob uma mesa em um complexo de escritórios que desmoronou após o tremor, que por enquanto deixou 75 mortos confirmados. Ann Bodkin foi retirada pelas equipes de salvamento das ruínas do edifício PGG em Christchurch, indicou à emissora de TV local o prefeito da cidade, Bob Parker.

Parker acrescentou que Ann, que saiu dos escombros ensanguentada mas em condições de caminhar, deu um emocionante abraço no marido assim que foi resgatada, em meio à celebração da multidão concentrada no lugar. O caso de Ann dá esperanças às famílias das cerca de 300 pessoas que seguem desaparecidas após o tremor de 6,3 graus de magnitude que atingiu Christchurch na terça-feira (22).

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, declarou estado de emergência nacional pela tragédia, enquanto a polícia impôs o toque de recolher para evitar saques durante a noite.

Os serviços de emergência trabalham contra o relógio para encontrar sobreviventes e acreditam que o número de mortos aumentará nas próximas horas.    

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