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Equipes buscam caixas-pretas de avião que caiu com 90 a bordo no Mediterrâneo

Equipes buscam caixas-pretas de avião que caiu com 90 a bordo no Mediterrâneo

Atualizado: Quarta-feira, 27 Janeiro de 2010 as 12

As equipes continuam buscando as caixas-pretas do Boeing da Ethiopian Airlines que caiu na noite de domingo, dia 24, no mar Mediterrâneo, perto da costa do Líbano, em busca do motivo da tragédia. O governo libanês reviu o número de corpos resgatados e afirmou que apenas 14 dos 90 passageiros e tripulantes foram recolhidos do mar.

"Continuamos trabalhando sem descanso, mas não há nada de novo ainda", disse à agência de notícias Efe uma fonte militar, que preferiu não se identificar.

A Ethiopian Airlines informou que tinham sido recuperados 60 corpos, dos quais só 14 foram identificados.

O ministro dos Transportes libanês, Ghazi Aridi, não descartou que a parte principal do aparelho possa ser localizada nesta quarta-feira, informou o jornal "L'Orient-Le Jour".

Aridi disse que um navio americano, com a ajuda de uma companhia especializada na busca de destroços de acidentes aéreos, delimitou uma área geográfica onde poderiam ser encontradas as caixas-pretas.

A busca se estende da zona marítima situada em frente à localidade de Naame, onde se acredita que o avião caiu, até Ras Beirut.

As mesmas fontes disseram também que ainda não foi encontrada a fuselagem do Boeing 737-800, mas alguns restos da aeronave, como uma cabine do banheiro e várias cadeiras. Segundo as equipes de resgate, muitos dos passageiros ficaram presos dentro da aeronave.

Queda

O Boeing decolou às 2h30 (22h30 deste domingo no horário de Brasília) rumo a Adis Abeba e caiu poucos minutos depois.

O Exército libanês disse em comunicado que o avião "estava em chamas pouco depois da decolagem". A versão foi confirmada por testemunhas citadas pela televisão libanesa.

Beirute estava sob forte tempestade no momento da decolagem e a hipótese principal é de que uma descarga elétrica tenha atingido a aeronave.

O presidente da Ethiopian Airlines, Girma Wake, disse a jornalistas que a aeronave passou por inspeção em 25 de dezembro passado.

Autoridades do Líbano chegaram a acusar o piloto da Ethiopian Airlines de não ter seguido instruções da torre de controle do aeroporto de Beirute, o que poderia ter evitado o acidente.

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