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Equipes cogitam morte de mineiros presos na Nova Zelândia

Equipes cogitam morte de mineiros presos na Nova Zelândia

Atualizado: Segunda-feira, 22 Novembro de 2010 as 10:23

As equipes de resgate temem possíveis mortes entre os 29 operários presos em uma mina da Nova Zelândia, três dias depois de uma explosão ter bloqueado o acesso ao local.  

O comandante da polícia, Gary Knowles, disse que os bombeiros estão "preparados para qualquer eventualidade".  

- Continuamos sendo otimistas, com o espírito aberto, mas nos preparamos para qualquer eventualidade, incluindo a possibilidade de mortes depois do que aconteceu.  

O diretor da mina de carvão de Pike River - situada em uma região isolada da costa ocidental da Ilha Sul da Nova Zelândia -, Peter Whittall, se mostrou bem mais pessimista em relação às chances de resgate.  

- A realidade é que não temos nenhuma notícia desde que os dois homens conseguiram sair do local. Para as famílias, isso é mais difícil a cada hora que passa.  

Pouco depois da explosão, ocorrida na última sexta-feira (19), dois mineiros conseguiram deixar o local e foram hospitalizados com ferimentos leves.

Primeiro-ministro está otimista

As declarações de Knowles e Whittall contrastam com o relativo otimismo de outras autoridades, que diziam que as chances de sobrevivência dos mineiros eram boas.  

O primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, disse não ter perdido as esperanças.  

- A informação de que disponho é de que há oxigênio na mina e que existem todas as possibilidades de que os mineiros tenham conseguido alcançar uma câmara desse fluxo de oxigênio e, portanto, estejam vivos.  

Ao mesmo tempo, as autoridades neozelandesas descartaram tentar uma operação de resgate enquanto não houver condições de segurança.

Situação ainda é perigosa para equipes

De acordo com o jornal NZHerald, as temperaturas e os níveis de gases dentro da mina ainda estão muito altos para que qualquer tentativa seja feita. 

Um pequeno túnel está sendo cavado no local para que câmeras e microfones possam ser baixados à mina. Os últimos 20 m (dos 162 m bloqueados) de perfuração são os mais perigosos por causa do risco de explosão, e o trabalho não deve ser concluído antes desta terça-feira (23).  

Por meio desse buraco as equipes esperam poder detectar sinais de vida e medir os níveis de concentração de gases potencialmente explosivos.    

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