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Espanha pede que UE responda a sinais de abertura de Cuba

Espanha pede que UE responda a sinais de abertura de Cuba

Atualizado: Segunda-feira, 25 Outubro de 2010 as 9:51

A ministra de Exteriores da Espanha, Trinidad Jiménez, pediu nesta segunda-feira, 25, que a União Europeia responda aos "sinais" de abertura de Cuba para construir uma nova relação bilateral e ajudar a ilha caribenha em seu processo de reforma econômica, informa o jornal El País.

A chanceler disse ao Conselho de Ministros de Exteriores da Europa, órgão que discutirá nesta quinta a política em relação a Cuba, que o bloco europeu precisa de "uma nova relação" com o governo cubano. A ministra lembrou que nos últimos meses, Cuba libertou 42 presos políticos e aprovou reformas econômicas que abrem certos setores para a atuação da iniciativa privada. Por isso, a chanceler disse que "se Cuba já deu sinais" e realizou mudanças pedidas pela União Europeia, o órgão também deveria mandar sinais para "respaldar o processo de reformas". "É mais necessário que nunca buscar uma nova relação que esteja baseada no respeito, na confiança e na bilateralidade", disse Trinidad.

"Estamos vendo qual é o mecanismo para que todos os membros concordem em estabelecer essa nova relação", disse a ministra. "Queremos pensar em como podemos ajudar o processo de reformas", completou.

A chanceler, que assiste ao seu primeiro conselho comunitário como titular da pasta de Exteriores pelo governo espanhol - foi nomeada na sexta-feira - assegurou que exerce sua função com "serenidade e um grande sentimento de responsabilidade". Os ministros europeus mantém uma medida chamada de Posição Comum em relação a Cuba, vigente desde 1996. Tal medida vincula a política do bloco com a ilha com os progressos em relação aos direitos humanos e à democratização da ilha.

Países como Suécia e República Checa são os mais reticentes em relação à reunião para discutir as mudanças em Cuba, pois julgam insuficientes as medidas tomadas por Havana. Trinidad afirmou que a Espanha busca "o máximo consenso possível entre os sócios da União Europeia" dentro de seu objetivo de trabalhar "para que se reconheça uma nova relação entre as partes".    

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