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Espanhóis protestam contra custos de viagem do papa a evento no país

Espanhóis protestam contra custos de viagem do papa a evento no país

Atualizado: Terça-feira, 16 Agosto de 2011 as 2:47

Madri está se preparando de forma generosa para a visita do papa Bento XVI durante um festival de jovens católicos romanos esta semana, mas ele enfrentará protestos sobre os custos da viagem em um momento de dificuldades econômicas. As primeiras manifestações nesse sentido já foram registradas nesta terça-feira (16).

Manifestantes se reúnem em Madri levantando placas com mensagens

 contra os supostos altos custos gerados pela visita papal (Foto: Andrea Comas/Reuters)

  As críticas vieram do movimento "Os Indignados", formado em boa parte por jovens, que ocupou a praça central de Madri Puerta del Sol em maio para protestar contra cortes de gastos do governo, problemas econômicos e o desemprego que beirava 21%.

Alguns padres espanhóis também questionaram os custos.

"Não estamos organizando um protesto contra o papa, mas para reclamar de um evento que é muito caro em momento de crise e desemprego elevado", disse Evaristo Villar, padre e membro das Redes Cristianos, que planeja um protesto na noite de quarta-feira (17), véspera da chegada do papa.

"Um evento deste tipo não cabe em um país com cinco milhões de desempregados", acrescentou ele.

Uma crítica específica têm sido as reduções especiais no transporte público para os peregrinos visitantes, quando os cidadãos pagam até 50% a mais por um único bilhete de metrô ou ônibus.

Os organizadores do festival Dia Mundial Jovem alegam que os peregrinos pagarão pelo evento e vão gerar cerca de 100 milhões de euros para os cofres públicos.

Críticos colocam os custos do evento em cerca de 100 milhões de euros, mas o governo se negou a dar um número para o valor que a visita do papa custará ao Estado. Uma porta-voz do governo disse que boa parte dos gastos será com segurança extra, incluindo colocar milhares de policiais a mais nas ruas de Madri.

Em junho, padres espanhóis reclamaram do nível elevado de acordos de patrocínio corporativo para a visita do papa, afirmando que isso fazia a Igreja Católica parecer privilegiada. Logos de empresas, incluindo o banco Santander SAN.MC, Telefónica e Coca Cola, entre outros, aparecem no website oficial.

Os protestos também devem contar com a participação de grupos locais de gays e lésbicas e manifestantes pró-aborto.          

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