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EUA atacarão ao menos dois países do Oriente Médio daqui a três meses, diz Irã

EUA atacarão ao menos dois países do Oriente Médio daqui a três meses, diz Irã

Atualizado: Terça-feira, 27 Julho de 2010 as 4:20

O Irã prevê que os Estados Unidos realizarão uma ação militar contra "pelo menos dois países" do Oriente Médio nos próximos três meses, disse o presidente Mahmoud Ahmadinejad à emissora estatal em língua inglesa Press TV.

Na entrevista, gravada na segunda-feira, ele não esclareceu se o Irã seria um dos países atacados, e nem qual foi a origem das informações.

EUA e Israel não descartam a possibilidade de uma ação militar para conter o suposto desenvolvimento de armas nucleares iranianas. Teerã diz que seu programa nuclear é pacífico.

"Eles decidiram atacar pelo menos dois países na região nos próximos três meses", disse Ahmadinejad em trechos da entrevista divulgados na terça-feira.

Israel, que supostamente possui o único arsenal nuclear do Oriente Médio, já bombardeou alvos nucleares no Iraque, em 1981, e na Síria, em 2007.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, se refere à eventual arma nuclear iraniana como "a máxima ameaça terrorista" ao Estado hebreu.

Seu vice, Moshe Yaalon, diz que Israel ampliou suas capacidades militares para eventual uso contra inimigos em Gaza, Líbano, Síria e Irã.

Ahmadinejad afirmou que seu país tem "informações muito precisas de que os norte-americanos incubaram um plano, segundo o qual eles travam uma guerra psicológica contra o Irã."

Ele também criticou a ofensiva diplomática dos EUA por sanções internacionais contra o programa nuclear iraniano. Na segunda-feira, a União Europeia também definiu uma nova rodada de punições ao país, inclusive bloqueando investimentos nos setores de gás e petróleo.

Washington já havia tomado medidas semelhantes, e a ONU (Organização das Nações Unidas) adotou nos últimos anos quatro rodadas de sanções à República Islâmica.

SANÇÕES

"A lógica de que eles podem nos convencer a negociar por meio de sanções é simplesmente um fracasso", disse Ahmadinejad.

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad negou que Teerã forneça ajuda aos talebans no Afeganistão, como afirmam os documentos revelados nos Estados Unidos, durante uma entrevista ao canal de televisão americano CBS.

"Nós não apoiamos nenhum grupo", afirmou o presidente iraniano quando indagado se o Irã ajudava os rebeldes afegãos. "Nós apenas apoiamos o povo afegão. Nós apoiamos e queremos reforçar a segurança no Afeganistão", acrescentou.

"E achamos que os afegãos deveriam dirigir eles mesmos seu país", disse ainda o presidente.

Segundo documentos americanos, que em seu maioria datam de vários anos e que foram revelados pelo site WikiLeaks, o Irã participa em segredo da campanha contra as forças estrangeiras dirigidas pelos Estados Unidos no Afeganistão, fornecendo dinheiro, armas e treinamento aos talebans.

"A origem de tudo isso é a intervenção dos Estados Unidos e da Otan. Há quase vinte anos os americanos praticam a ingerência no Afeganistão", declarou o líder iraniano.

Consultado sobre as novas sanções dos Estados Unidos e a União Europeia para obrigar Teerã a retomar as negociações sobre seu programa nuclear, Ahmadinejad estimou que as políticas "dos europeus e americanos são ridículas".

"Eles acham que vão influenciar na vida da sociedade iraniana. De fato, eles impõem sanções contra si mesmos", sentenciou.

Ahmadinejad também falou das relações entre o Irã e os Estados Unidos, que estão interrompidas há 30 anos. "Durante minha visita a Nova York (à sede da ONU em maio), disse que estava disposto a falar com o presidente Obama.

Depois da eleição de Obama, enviei uma mensagem e várias vezes dissemos que apoiaríamos mudanças e estamos dispostos a ajudar", assinalou.

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