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EUA buscam provas de conspiração contra Assange, diz jornal

EUA buscam provas de conspiração contra Assange, diz jornal

Atualizado: Quinta-feira, 16 Dezembro de 2010 as 10:34

Promotores federais dos Estados Unidos estão procurando provas de que o fundador do site WikiLeaks , Julian Assange, conspirou com um ex-analista de inteligência do Exército, que é suspeito de ter divulgado documentos confidenciais do governo, segundo o "New York Times".

Altos funcionários do Departamento de Justiça estão tentando determinar se Assange encorajou ou ajudou o soldado Bradley Manning a extrair do sistema de computadores do governo material militar classificado e arquivos do Departamento de Estado, disse o jornal.   Se Assange tiver realmente feito isso, as autoridades acreditam que ele possa ser acusado de conspiração no vazamento, e não apenas ser considerado um receptor passivo que depois publicou o material, afirmou o NYT, citando como fonte pessoas próximas do caso.

Um porta-voz do Departamento de Justiça não quis comentar o assunto.   O tribunal de Westminster, em Londres, deve decidir nesta quinta-feira se aceita a apelação da promotoria da Suécia para manter Assange detido. Um juiz decidiu na terça-feira conceder a liberdade condicional ao fundador do WikiLeaks, mas ele segue detido por conta do recurso.

Duncan Ouseley, magistrado da Alta Corte de Justiça, poderá manter ou reverter a decisão de uma instância inferior, que autorizou a liberdade condicional para Assange.   Assange é acusado por duas ex-voluntárias do WikiLeaks de coação sexual e de ter mantido relações com elas sem usar preservativos - o que na Suécia é considerado uma forma leve de estupro. As autoridades suecas querem que ele seja deportado para o país para ser ouvido no caso.

Ele rejeita as acusações e se diz vítima de perseguição política.

Mark Stephens, um dos advogados de Assange, disse que o dinheiro da fiança, 200 mil libras esterlinas, deve estar disponível nesta quinta. O australiano já está no local.

O WikiLeaks tem gerado polêmica nas últimas semanas, desde que começou a divulgar aos poucos mais de 250 mil comunicações secretas da diplomacia norte-americana, irritando o governo norte-americano e governos e entidades ao redor do mundo.    

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