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EUA condenam Síria após ataque à embaixada americana em Damasco

EUA condenam Síria após ataque à embaixada americana em Damasco

Atualizado: Segunda-feira, 11 Julho de 2011 as 2

O Departamento de Estado dos EUA condenou formalmente a Síria nesta segunda-feira (11) por falhar ao garantia a segurança da embaixada americana no país, em Damasco, após um ataque que, segundo os EUA, foi encorajado por uma TV pró-regime.

"Uma estação de TV que é fortemente influenciada pelas autoridades sírias encorajou essa violenta demonstração", disse o departamento em comunicado.

"Nós fortemente condenamos a recusa do governo sírio a proteger nossa embaixada, e pedimos compensação pelos danos", diz o testo. "Apelamos ao governo sírio para que cumpra suas obrigações para com seus cidadãos também."

Fachada do prédio da embaixada dos EUA na Síria, em Damasco,

danificada após o ataque desta segunda-feira (11) (Foto: AP)  

Mais cedo, partidários do presidente Bashar al Assad tentaram invadir as sedes das embaixadas dos EUA e da França em Damasco, segundo diplomatas dos dois países.

Na embaixada francesa, guardas tiveram de disparar com munição de verdade para dispersar a multidão, depois que algumas pessoas conseguiram entrar no prédio.

O grupo continuava cercando o local, mas os soldados não chegaram a fazer novos disparos.

No prédio da embaixada dos EUA, a multidão tentou entrar, nas logo deixou o local. Um funcionário americano, que não se identificou, disse à agência Reuters que a resposta das autoridades foi "lenta e insuficiente".

Não há relatos de vítimas em nenhum dos dois ataques, e os funcionários não ficaram em situação de risco.

Bilhete colocado na cerca do prédio da embaixada dos EUA na Síria, em

Damasco, diz 'Ford, vá embora agora', em alusão ao embaixador Robert Ford.

O bilhete foi deixado durante a tentativa de invasão desta segunda-feira (11) (Foto: AP)

  A casa do embaixador norte-americano na capital síria também foi alvo de uma investida dos manifestantes partidários de Assad, segundo uma autoridade dos EUA.

Na quinta-feira, os embaixadores dos EUA e da França visitaram a cidade de Hama, um dos focos das revoltas populares pró-democracia e contra o regime de Assad.

Uma autoridade americana disse à Reuters que os EUA devem chamar o principal diplomata sírio em Washington para prestar satisfações sobre o incidente.

Um funcionário americano acusou no domingo Damasco de orquestrar os protestos em relação à viagem de Ford para Hama, que, segundo as autoridades sírias, demonstrou uma "interferência flagrante" nos "problemas domésticos" do país árabe.

Ford e o embaixador francês Eric Chevallier visitaram Hama na quinta-feira em meio a temores sobre uma ofensiva sangrenta realizada por parte das forças de Assad após as orações de sexta-feira, com tanques cercando a cidade.

Nos últimos meses, tem ocorrido uma escalada de tensões entre Damasco e Washington relacionada à resposta feroz dada pelo governo sírio aos protestos da oposição, que busca derrubar Assad.

As forças de segurança mataram pelo menos 15 pessoas no país na sexta-feira e prenderam mais de 200, segundo ativistas, embora nenhuma morte tenha sido registrada em Hama.

Grupos de direitos humanos afirmam que desde o início dos protestos contra o regime, em meados de março, as forças de segurança mataram mais de 1.300 civis e prenderam pelo menos 12 mil.          

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