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EUA fecham mais escolas devido à gripe suína; NY investiga morte de criança

EUA fecham mais escolas devido à gripe suína; NY investiga morte de criança

Atualizado: Quarta-feira, 20 Maio de 2009 as 12

A gripe suína (A H1N1) provocou o fechamento de mais quatro escolas nos Estados Unidos, desta vez três na cidade de Boston, no norte do país, e uma em Phoenix, no sul, enquanto as autoridades preocupam-se com a alta incidência de doenças entre jovens e crianças.

O Departamento de Saúde de Nova York está investigando se a morte de uma criança na cidade foi causada pela gripe suína. Segundo as autoridades, a criança, de um ano e quatro meses, morreu nesta segunda-feira, 18 de maio, à noite no Centro Hospitalar Elmhurst Queens, apresentando febre alta. No Missouri, autoridades informaram que um homem de 44 anos que chegou de uma viagem ao México com gripe suína morreu nesta terça-feira, 19 de maio. Nenhum dos dois casos foi ainda incluído nos balanços oficiais dos EUA e da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Em Phoenix, a escola Lowell Elementary cancelou suas aulas até o próximo dia 27 devido ao fato de 194 de seus alunos terem apresentado sintomas da doença, informa a edição de hoje do jornal "Phoenix Business Journal".

Em Boston, os centros de ensino Boston Latin - o maior da cidade -, Dana Hall e Windsor suspenderão suas atividades temporariamente.

O primeiro deles ficará fechado por uma semana após 250 estudantes terem avisado ao estabelecimento que não iriam às aulas por estarem com sintomas de gripe, diz a edição digital do jornal "The Boston Globe".

Em entrevista coletiva, o prefeito de Boston, Thomas M. Menino, falou que a decisão foi "complicada", mas que almeja o bem-estar dos alunos.

A propagação da gripe nos EUA provocou a interrupção das atividades de 433 centros de ensino em todo o país apenas em abril, o que afetou quase 250 mil estudantes.

Segundo o CDC, há 5.469 casos suspeitos e confirmados de infecção nos pela gripe suína nos EUA, com seis mortes. O balanço mais recente da OMS (Organização Mundial de Saúde) registra 5.123 casos no país, com cinco mortes.

Jovens

Em uma entrevista nesta segunda-feira, 18 de maio, Anne Schuchat, especialista do CDC (Centro de Controle de Doenças), órgão responsável pela análise das doenças infecciosas nos EUA alertou para o grande número de casos de gripe suína e sazonal (comum) nesta época do ano, o que não é usual, e para a grande proporção de jovens e crianças entre os infectados.

"É muito incomum temos tantas pessoas com menos de 20 anos que necessitem de hospitalização, e alguns deles em [unidades de terapia intensiva]", disse Schuchat, chamando a atenção para a proximidade do verão, época que marca normalmente o fim da temporada de gripe. "Estamos enfrentando agora níveis de infecções assemelhadas à gripe que são mais elevados que o habitual para esta época do ano [...] Estamos também vendo surtos em escolas, o que é extremamente incomum para esta época do ano."

No fim de semana, o subdiretor de uma escola em Nova York, que tinha problemas de saúde anteriores, morreu infectado pelo vírus da gripe suína, mas a doença tem efeitos mais leves na maioria dos casos.

Segundo a especialista, não há uma explicação definitiva para a prevalência de jovens entre os infectados. Os mais velhos podem ter alguma defesa contra o vírus devido à exposição a alguns vírus que podem ser relacionados a eles ou a nova forma da doença apenas não teve ainda a chance de atingir a população mais velha por fatores ambientais ou de comportamento, disse Schuchat.

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória transmitida de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC.

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