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Evo Morales ganhou 559 mil votos em relação a 2005, diz agência estatal

Evo Morales ganhou 559 mil votos em relação a 2005, diz agência estatal

Atualizado: Quarta-feira, 20 Agosto de 2008 as 12

O referendo revogatório de mandato realizado no dia 10 de agosto revelou que o apoio da população ao presidente Evo Morales cresceu 559.358 votos com relação às eleições gerais de dezembro de 2005, enquanto a oposição perdeu 312.435 votos. A informação é da Agência Boliviana de Informação (ABI), que é estatal.

Os dados da Corte Nacional Eleitoral (CNE) são baseados em informações enviadas até ontem pelos cortes departamentais (estaduais), com 99,99% dos votos apurados. Dos 4.047.706 bolivianos habilitados a votar, 3.370.783 foram às urnas no referendo.

Em 2005, Evo foi eleito presidente com 1.544.374 votos, o equivalente a 53,74% dos 2.873.801 votos válidos. No referendo, recebeu 2.103.732 votos, 67,41% dos 3.120.724 votos válidos. Já a oposição conseguiu 1.329.427 votos em 2005 (46,26%), contra 1.016.992 no referendo (32,59%).

Nos nove departamentos (estados) bolivianos, Morales venceu em seis (Chuquisaca, La Paz, Cochabamba, Oruro, Potosí e Pando), perdeu em dois (Santa Cruz e Beni) e houve empate técnico em Tarija.

Em Santa Cruz de la Sierra, capital do departamento mais rico do país (Santa Cruz) e principal foco de oposição a Evo Morales, o clima é tenso. A Unión Juvenil Cruceñista (tropa aliada ao governo local) tentou invadir o comando da polícia local na última sexta-feira e agrediu o comandante, segundo a ABI.

O governo Morales descartou a possibilidade de militarizar a cidade. O prefeito do estado de Santa Cruz, Rubén Costas, exigiu o controle da polícia e fez pesadas críticas a Evo Morales. Costas, que insiste em ser chamado de "governador", cargo que não existe na Bolívia, anunciou que enviou à assim chamada Assembléia Legislativa departamental um projeto de lei para criar um órgão ou instituição para "defender e proteger todos os 'cruceños'".

Sobre o comandante policial, que pediu baixa alegando problemas de saúde após as agressões sofridas, Costas disse que agora ele terá de ficar sob suas ordens. O prefeito também chamou Evo Morales de "mal nascido" e "criminoso".

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