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Ex-banqueiro é condenado por violar sigilo bancário na Suíça

Ex-banqueiro é condenado por violar sigilo bancário na Suíça

Atualizado: Quarta-feira, 19 Janeiro de 2011 as 3:58

O ex-banqueiro suíço Rudolf Elmer, foi declarado culpado nesta quarta-feira por violação do sigilo bancário, anunciou o juiz.

Elmer foi chefe de operações do banco privado Julius Baer nas Ilhas Cayman, e entregou na segunda-feira, em Londres, ao fundador do Wikileaks, Julian Assange, dois discos compactos que supostamente revelam como mais de dois mil clientes da entidade utilizaram suas contas nesse paraíso fiscal para evadir impostos. O denunciante, de 55 anos, garantiu que na lista de clientes figuram 40 políticos.

"Os documentos mostram os titulares das contas que se escondem por trás do sigilo bancário, provavelmente para tentar escapar do fisco", explicou o ex-executivo.

Elmer precisou que o conteúdo dos CDs não será divulgado de imediato. "O WikiLeaks verificará os dados, e caso se trate realmente de evasão fiscal os publicará mais tarde", explicou.

Há suspeitas que figuras importantes dos Estados Unidos, Suíça, Alemanha e Grã-Bretanha integrem a lista.

Os ataques de Elmer contra seu antigo empregador remontam ao ano de 2002, quando foi demitido do banco após ter recusado submeter-se a um detector de mentiras.

O banco confirmou em 2005 que o ex-empregado tinha levado documentos internos.

Elmer procurou o Wikileaks pela primeira vez em 2008, que publicou informações que esse apresentou e que levou à Justiça americana - a pedido do banco suíço - a ordenar o fechamento temporário do site especializado na divulgação de informações confidenciais.     Essa medida foi levantada rapidamente diante dos protestos de grupos de defesa da liberdade de expressão. Simultaneamente, Elmer fez uma campanha contra o sistema baseado no sigilo bancário por meio do seu site, pelo qual critica os bancos suíços e os acusa de falta de moral.

Em seus escritos afirma que a "evasão fiscal 'offshore' (gestão de contas para clientes não residentes) é a maior fraude" e que sua intenção é pôr em questão o princípio do sigilo bancário diante das instâncias da justiça européia.

Por sua vez, o banco Julius Baer assinalou que Elmer atua movido por desejos de vingança porque não acumulou suas ambições de ascensão e que seu objetivo é causar descrédito a entidade.    

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