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Ex-diretor-geral do FMI se declara inocente no caso de abuso sexual

Ex-diretor-geral do FMI se declara inocente no caso de abuso sexual

Atualizado: Segunda-feira, 6 Junho de 2011 as 11:45

O ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn se declarou nesta segunda-feira (6) ao Tribunal Penal de Nova York inocente dos crimes sexuais contra uma camareira de um hotel de Manhattan no dia 14 de maio. Uma nova audiência do caso foi marcada para 18 de julho.

Vestido com um terno escuro, Strauss-Kahn chegou ao tribunal acompanhado da mulher, a jornalista de televisão francesa Anne Sinclair. O casal, de braços dados, passou por um batalhão de jornalistas e por um grupo de camareiras que foram prestar apoio à mulher que alega ter sido atacada por ele.

O caso chocou a opinião pública mundial, provocou a sua queda do principal organismo financeiro internacional e comprometeu suas chances de concorrer à Presidência da França.

Strauss-Kahn passou o dia de domingo no luxuoso apartamento no sul de Manhattan em que cumpre prisão domiciliar, e hoje falou publicamente pela primeira vez desde que foi detido no aeroporto Kennedy de Nova York a bordo de um avião que se preparava para decolar rumo à França.

Os advogados do ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Benjamin Brafman e William Taylor, afirmaram diversas vezes anteriormente que o cliente se declara inocente.       O ex-diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn e sua mulher, Anne Sinclair, deixam nesta segunda-feira (6) o local em que ele cumpre prisão domiciliar em Tribeca, bairro de Manhattan, rumo ao tribunal em que ele terá nova audiência no caso de abuso sexual do qual é acusado. (Foto: AP)     Brafman - um respeitado advogado de Nova York que já defendeu e salvou vários famosos com problemas na justiça - afirmou que Strauss-Kahn "será libertado", em entrevista ao canal de televisão francês M6.

"Não quero entrar nos detalhes do caso por enquanto, mas estou confiante, não penso que Strauss-Kahn, de alguma maneira, seja culpado das acusações e posso adiantar que será libertado".      

Camareiras protestam nesta segunda-feira (6) em frente ao tribunal. (Foto: AFP)         Respondendo por sete acusações de crimes sexuais que podem prendê-lo por 74 anos, Strauss-Kahn era visto como o candidato favorito pelo partido socialista às eleições presidenciais francesas de 2012, mas este escândalo pôs fim a estas aspirações e o forçou a renunciar ao cargo no FMI.

Com a declaração de inocência, a promotoria deverá apresentar provas da veracidade da denúncia da camareira de 32 anos cuja identidade não foi revelada.

O FMI ainda não nomeou um novo diretor. Entre os candidatos estão a ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, e o diretor do Banco Central do México, Agustin Carstens.

Antes da prisão, previa-se que Strauss-Khan deixaria o cargo no FMI por uma outra razão: o interesse em se tornar o candidato dos Socialistas à Presidência da França. Ele era um forte favorito para vencer o presidente Nicolas Sarkozy na eleição do ano que vem.

Em vez disso, elepassou quatro dias na prisão de Rikers Island, em Nova York, até ser libertado mediante pagamento de fiança de US$ 1 milhão e depósito de US$ 5 milhões para permanecer sob prisão domiciliar sob vigilância armada por 24 horas e monitoramento eletrônico.

Ele passou alguns dias em um apartamento em Manhattan, mas agora vive em uma luxuosa residência alugada por sua mulher no bairro de Tribeca, em Manhattan. A residência tem uma academia de ginástica e cinema e antes havia sido colocada à venda por quase 14 milhões de dólares.

Um promotor estimou que Strauss-Kahn iria gastar US$ 200 mil por mês com os esquemas de segurança, que cabe a ele custear.

O advogado dele diz que embora seu cliente tenha patrimônio de US$ 2 milhões, sua mulher - uma rica herdeira - tem "ativos substancialmente bem maiores". Até o momento Sinclair não demonstrou hesitação em usar seus bens para ajudar o marido.          

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