MENU

Ex-reféns das Farc querem voltar a servir ao Exército colombiano

Ex-reféns das Farc querem voltar a servir ao Exército colombiano

Atualizado: Terça-feira, 13 Abril de 2010 as 12

O sargento Pablo Emilio Moncayo e o soldado Josué Daniel Calvo, libertados há duas semanas pela guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), anunciaram nesta segunda-feira, dia 12, que continuarão a servir ao Exército do país.

"Carreguei esse uniforme e espero que meus superiores me permitam seguir usando-o", disse Moncayo, que foi refém das Farc por 12 anos.

Logo após sua libertação, em 30 de março, o sargento não agradeceu ao presidente colombiano, Álvaro Uribe , e foi criticado por esse fato. Na ocasião, citou os mandatários de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, Equador, Rafael Correa, e Venezuela, Hugo Chávez, como os responsáveis pelo seu resgate.

Nesta segunda-feira, Moncayo explicou sua atitude, que adotou para não parecer "hipócrita", já que, em 2007, enviou uma última mensagem de sobrevivência à sua família pedindo ações de Uribe.

"Depois de ter enviado o último vídeo, em que batia na mesa, me pareceu muito hipócrita que eu saudasse o presidente. Eu sabia que isso havia sido muito forte e, por isso, considerei que não era conveniente agradecê-lo", afirmou o sargento.

No entanto, Moncayo indicou que entende a decisão do governo colombiano de não aceitar a troca humanitária de reféns das Farc por guerrilheiros presos, como propõe o grupo armado.

"Acredito que o governo simplesmente faz o que tem que fazer: cumprir a Constituição", ressaltou o militar, que também admitiu ter ficado decepcionado por não estar na lista das 15 pessoas libertadas em 2008, que incluiu a dirigente política Ingrid Betancourt.

Já Calvo, libertado em 28 de março, dois dias antes de Moncayo, criticou as Farc, classificadas por ele como "um grupo terrorista que só quer causar danos ao país".

veja também