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Exército colombiano mata chefe militar das Farc, dizem militares

Exército colombiano mata chefe militar das Farc, dizem militares

Atualizado: Quinta-feira, 23 Setembro de 2010 as 3

O chefe militar das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia Farc, Jorge Briceño, conhecido como Mono Jojoy, foi morto em um bombardeio das Forças Armadas em uma região de selva no sudeste do país, disseram fontes do Exército colombiano nesta quinta-feira.

A morte de Mono Jojoy seria o mais duro golpe contra o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) desde que seus dois principais dirigentes morreram em 2008.   Ele teria sido alvo de um bombardeio lançado pelos militares em uma zona rural chamada La Escalera, no município de La Macarena, departamento de Meta, juntamente a outros 20 guerrilheiros.

O procurador-geral da Colômbia, Guillermo Mendoza, também confirmou a morte em combate de Mono Jojoy.

Víctor Julio Suárez Rojas, apelidado de Jorge Briceño ou Mono Jojoy, nasceu em fevereiro de 1953, em Cabrera, no departamento de Cundinamarca, e era membro do secretariado - a instância máxima política e militar das Farc.

Suárez Rojas teria se vinculado ao grupo armado em 1975 como guerrilheiro raso, e pouco a pouco foi subindo na organização até se converter em chefe militar.

Nesta quinta-feira, Camilo Gómez, ex-alto comissário colombiano para a Paz durante o governo de Andrés Pastrana (1998-2002), afirmou que "se esta notícia for confirmada, será o golpe mais importante dado às Farc, inclusive mais importante que a morte de Raúl Reyes".

Número 2

Reyes foi assassinado em uma operação do Exercito colombiano contra um acampamento da guerrilha no Equador em março de 2008, que resultou na morte de 26 pessoas. Na época, ele era o número 2 da organização.

Na quarta-feira, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, garantiu que as ações militares contra as Farc continuariam, e insistiu que a única condição de diálogo seria o fim dos "atos terroristas". No mesmo dia, a organização havia dito que estava aberta a conversas desde que estas não impusessem "condições prévias".

No domingo passado, o Exército realizou um bombardeio perto da fronteira com o Equador, deixando mais de 20 rebeldes mortos, segundo dados oficiais. A ofensiva ocorreu depois que mais de 40 agentes policiais e militares foram assassinados recentemente por membros das Farc e do Exército de Libertação Nacional (ELN).   Postado por: Guilherme Pilão

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