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Exército de Omã fere um ao tentar dispersar protesto antigoverno

Exército de Omã fere um ao tentar dispersar protesto antigoverno

Atualizado: Terça-feira, 1 Março de 2011 as 5:25

Soldados de Omã dispararam para o alto perto de um porto nesta terça-feira (1º) a fim de dispersar os protestos que exigiam empregos e reformas políticas, ferindo uma pessoa na cidade de Sohar, disseram testemunhas.

'Éramos entre 200 e 300 pessoas na via. O Exército começou a atirar para o alto", disse um manifestante de Sohar, recusando-se a fornecer seu nome. "Muitas pessoas correram. O homem que foi baleado veio para acalmar o Exército."

A multidão se dispersou, mas se reagrupou perto do porto, no norte de Omã, contaram as testemunhas, e as tropas recuaram.   O levante em Sohar, principal centro industrial de Omã, foi uma manifestação rara de insatisfação no normalmente tranquilo país do Golfo Pérsico, governado pelo sultão Qaboos bin Said há quatro décadas. A manifestação ocorre na esteira de uma onda de protestos pró-democracia que varre o mundo árabe.

Na tentativa de reduzir a tensão, o sultão prometeu no domingo a criação de 50 mil empregos, seguro-desemprego de US$ 390 mensais e estudar a ampliação dos poderes de um conselho consultivo quase-parlamentar.

Depois do confronto em Sohar, o tráfego fluía livremente na região do porto, que exporta 150 mil barris diários de produtos refinados do petróleo, apesar da presença de cerca de 150 manifestantes. Na segunda-feira, os manifestantes haviam bloqueado a entrada ao porto.

As tropas omanis foram enviadas para a cidade anteriormente, mas até terça-feira não haviam agido para conter os protestos.

O Departamento de Estado norte-americano disse na segunda-feira, o mesmo dia em que os protestos de Sohar se espalharam para Mascate, que Washington estimulava a moderação e o diálogo em Omã, país de importância estratégica porque está de frente para o Irã, arqui-inimigo dos EUA, depois do Mar da Arábia.

Omã tem fortes laços militares e políticos com os EUA e é um exportador de petróleo não ligado à Opep que extrai cerca de 850 mil barris por dia.    

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