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Falta de voos atrasa chegada de mais oito presos políticos cubanos à Espanha

Falta de voos atrasa chegada de mais oito presos políticos cubanos à Espanha

Atualizado: Terça-feira, 20 Julho de 2010 as 9:52

Questões logísticas e a falta de voos atrasaram a chegada de mais oito prisioneiros políticos cubanos que eram esperados nesta terça-feira em Madri, na Espanha. Eles devem chegar em três grupos, junto a seus familiares, entre quarta-feira e sexta-feira, informaram fontes do Ministério de Relações Exteriores da Espanha.

Os oito dissidentes foram identificados como Manuel Ubals González, Ricardo Enrique Silva Gual, Alfredo Manuel Polido López, Blasgiraldo Reyes Rodríguez, Jorge Luis González Tanquero, José Ubaldo Izquierdo Hernández, Arturo Pérez de Alejo Rodríguez e Antonio Ramón Díaz Sánchez. Eles viajarão acompanhados de 38 familiares.

A mulher de Hernández, Yumilka Morejón, afirmou que a família deve seguir da Espanha para o Chile, que ofereceu refúgio.

O chanceler espanhol, Miguel Ángel Moratinos, informara sábado passado (17) que um nono dissidente, Jesús Mustafá, iria à Espanha com este grupo. Contudo, Mustafá ainda está em, dúvida se deixará a ilha e por isso sua chegada não foi confirmada.

Na última semana, 11 dissidentes cubanos chegaram à Espanha no marco do diálogo entre o regime castrista e a Igreja cubana --que determina a libertação de 52 presos políticos em um prazo máximo de quatro meses.

Esta é a maior libertação de presos políticos desde que o presidente Raúl Castro assumiu o poder, em fevereiro de 2008, das mãos de seu irmão Fidel Castro. O ex-ditador liberou 101 presos políticos pouco depois da visita histórica do papa João Paulo 2º à ilha, em 1998.

Os 52 homens estavam entre 75 dissidentes políticos presos na Primavera Negra de 2003, em uma ação enérgica do governo cubano contra os opositores que prejudicou suas relações diplomáticas. Eles cumprem penas que variam de 13 a 24 anos de prisão por violar as leis cubanas destinadas a conter a oposição, e o que o governo chama de atividades subversivas.

Outros já foram soltos, a maioria por motivos de saúde. Com a nova libertação, o número de dissidentes atrás das grades cairia para cerca de cem.

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