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Forças do governo matam 21 em atos no Iêmen, dizem testemunhas

Forças do governo matam 21 em atos no Iêmen, dizem testemunhas

Atualizado: Segunda-feira, 19 Setembro de 2011 as 2:19

Forças de segurança do Iêmen mataram 21 pessoas na capital, Sanaa, alguns alvejados por franco-atiradores que dispararam de cima de telhados, durante manifestação nesta segunda-feira (19) que exigia a renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh.

De acordo com médicos, mais 113 manifestantes ficaram feridos, um dia depois que 26 foram mortos a tiros em um grande protesto contra o governo.   De acordo com testemunhas, tropas do governo estavam atirando ao alto nesta segunda-feira para dispersar os manifestantes. Segundo um jornalista da Reuters, franco-atiradores dispararam dos telhados de construções e de andares mais altos contra a multidão de manifestantes. Algumas mortes pareciam ter sido causadas por granadas disparadas por foguetes.

Pessoas feridas foram transportadas às pressas em motos para um hospital improvisado na 'Praça da Mudança' (nome escolhido pelos manifestantes), onde pessoas têm acampado durante oito meses pedindo o fim do governo repressivo de 33 anos de Saleh no país empobrecido da Península Arábica.

O Iêmen está politicamente paralisado enquanto Saleh, atualmente na Arábia Saudita recebendo tratamento por feridas sofridas em uma tentativa de assassinato, tenta se manter no poder apesar de protestos massivos em todo o país. A turbulência pode fortalecer o braço iemenita da rede terrorista da al-Qaeda e aumentar o risco de ataques militantes contra alvos norte-americanos e sauditas no exterior.

A violência desta segunda-feira irrompeu quando manifestantes tentaram avançar nas áreas de Sanaa controladas por forças do governo, depois de ampliar o acampamento durante a noite para um cruzamento conhecido como a rotatória Kentucky.

Em Genebra nesta segunda-feira, o ministro de Relações Exteriores, Abubakr Abdullah Al-Qirbi disse que o derramamento de sangue de domingo, que deixou 26 mortos, seria investigado e os responsáveis seriam processados.

Em discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, ele disse: 'O governo do Iêmen expressa sua angústia e condena todos os atos de violência e derramamento de sangue como aqueles testemunhados ontem em Sanaa. O governo irá investigar e responsabilizar aqueles encarregados por esses atos.          

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