MENU

França acusa regime Gaddafi de matar até 10 mil na Líbia

França acusa regime Gaddafi de matar até 10 mil na Líbia

Atualizado: Quarta-feira, 1 Junho de 2011 as 10:14

Rebeldes oram durante funeral de combatente morto em uma batalha contra as forças leais ao coronel Gaddafi     Depois do anúncio da ONU que ao menos 1.200 pessoas morreram, ou estão desaparecidas, nestes três meses de crise na Líbia, nesta quarta-feira (1º) a França denuncia o impressionante número de até 10 mil mortes em três meses de conflito. A informação, divulgada pelo jornal Le Figaro, é creditada a um diplomata familiarizado com o assunto, que teve acesso a "informações desiguais, mas consistentes" obtidas especialmente com pessoas que fugiram do regime, organizações de direitos humanos, diplomatas e serviços de inteligência ocidentais.

O número é menor aos 20 mil mortos anunciados pelos rebeldes, mas põe em alerta o Ministério das Relações Exteriores da França, que faz parte do grupo de países que apoiaram a intervenção militar da Otan (aliança militar do Ocidente) no país, além de empreitar a pressão internacional para isolar o ditador Muammar Gaddafi.

- É uma política que visa manter o terror para evitar qualquer levante. Gaddafi é capaz de qualquer coisa, incluindo o pior, não podemos ter que nos surpreender no futuro.

Otan vai prolongar ação na Líbia até setembro

Ainda hoje, os embaixadores dos países da Otan anunciaram que vão prolongar até o fim de setembro o plano de ação militar na Líbia, que terminaria em 27 de junho, informou o secretário-geral da organização, Anders Fogh Rasmussen. - A Otan e seus aliados acabam de decidir prolongar nossa missão na Líbia por mais 90 dias. É uma mensagem clara para o regime de Gaddafi: estamos decididos a prosseguir nossas operações para proteger o povo líbio.

Porém, recentes ataques da comunidade internacional que atingiram civis mancharam parte da reputação da missão. Mesmo sem admitir formalmente, a Otan foi responsabilidade pela morte de 16 civis líbios em um bombardeio no começo de maio, na cidade de Brega.

O porta-voz do governo líbio, Moussa Ibrahim, disse nesta terça-feira (31) que os bombardeios da aliança já mataram 718 civis e 4.067 ficaram feridos no país.

A Otan negou que seus ataques tenham matado um grande número de civis. Repórteres estrangeiros em Trípoli também não têm evidências de que havia um grande número de vítimas civis.        

veja também