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Governo de Taiwan é pressionado para agilizar resgate de vítimas de tufão

Governo de Taiwan é pressionado para agilizar resgate de vítimas de tufão

Atualizado: Quinta-feira, 13 Agosto de 2009 as 12

O presidente taiwanês, Ma Ying-jeou, está sendo pressionado para acelerar as operações de resgate às vítimas do tufão Morakot, que devastou cidades da região. O número de mortes em Taiwan é de 108, após as mais devastadoras enchentes em décadas. Residências foram levadas pelas águas e até helicópteros usados no resgate foram destruídos.

O tufão destruiu infraestruturas do sul de Taiwan, região que concentra o oposicionista Partido Democrático Progressista (DPP, na sigla em inglês) e os estragos provavelmente afetarão muito a ilha. O porta-voz do DPP, Cheng Wen-tsang, disse à agência de notícias Reuters que o governo não está se esforçando o suficiente para ajudar no sofrimento das pessoas.

"A reação ao desastre é muito lenta e desorganizada. Temos que ter um plano melhor, baseado na experiência de resgate de Taiwan."

As equipes de resgate encontraram 6.500 pessoas que estavam presas na região montanhosa de Alishan, e mais de 500 na cidade de Liouguei. Mas centenas permanecem desaparecidas ou ilhadas em áreas remotas. Segundo a rede CNN, as perdas são estimadas em US$ 274 milhões.

A internet está sendo restabelecida nas regiões afetadas, mas o reparo de cabos subterrâneos pode levar até dois meses. Autoridades afirmam que a reconstrução de algumas ruas e avenidas pode demorar um ano ou mais.

Num abrigo de Cishan, as pessoas reclamavam da demora na ajuda. "Como eles podem ser tão demorados? Eles deveriam estar mandando mais helicópteros, certo?", disse à agência Reuters Yan Min-rong, de 29 anos, ao buscar nomes na lista de sobreviventes.

O Exército afirma que disponibilizou mais de 34 mil pessoas e 382 helicópteros. "O desastre é gigantesco e muitas pontes caíram. Um número vasto de pessoas foram arfetadas e o tempo não está ajudando", disse Tseng Ching-liang, coronel do Exército em Cishan.

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