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Governo japonês vai ajudar empresa a indenizar vítimas de usina nuclear

Governo japonês vai ajudar empresa a indenizar vítimas de usina nuclear

Atualizado: Sexta-feira, 13 Maio de 2011 as 11:51

O governo do Japão anunciou nesta quinta-feira (13) um esquema para garantir que a Tokyo Electric Power Co. (Tepco) - uma das maiores companhias de energia do mundo - seja capaz de indenizar devidamente as dezenas de milhares de pessoas afetadas pelos problemas na sua usina nuclear de Fukushima Daiichi, no nordeste do país. A usina foi bastante danificada pelo terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami que abalou a costa do país em 11 de março.

A decisão do governo de intervir veio após a Tepco apresentar um pedido formal de auxílio, na terça-feira passada, alegando problemas de financiamento.

Equipe trabalha no reator 1 da usina nuclear de Fukushima Daiichi em 10 de maio (Foto: AP)

  Segundo as agências japonesas Jiji Press e Kyodo News, o esquema irá envolver o uso de fundos públicos e colocará a Tepco sob efetiva supervisão governamental. O governo japonês irá, inclusive, enviar uma equipe de especialistas jurídicos e de negócios para supervisionar a gestão da Tepco e o uso dos recursos.

O esquema pressupõe ainda a criação de uma organização público-privada, que será financiada por contribuições de companhias de energia e do uso de títulos do governo.

A nova organização dará assistência à Tepco também através da compra de ações da companhia, cujo dinheiro deve ser usado diretamente para indenizar as famílias afetadas, segundo as agências.

As indenizações devem somar dezenas de bilhões de dólares.

A Tepco irá pagar o dinheiro emprestado da organização gradativamente.

Em 11 de março, o sistema de resfriamento da usina de Fukushima Daiichi, na costa nordeste do Japão, foi gravemente afetado por um tsunami, gerado pelo maior terremoto da história do Japão.

Os reatores superaquecidos provocaram explosões e liberação de material radioativo, obrigando a evacuação de dezenas de milhares de pessoas de suas casas, comércios e fazendas, num raio de 20 km da usina.

Foi o pior desastre nuclear civil da História desde de Chernobyl, em 1986.          

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