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Governo tenta abafar crise na seleção da França

Governo tenta abafar crise na seleção da França

Atualizado: Segunda-feira, 21 Junho de 2010 as 10:15

O Governo da França tenta evitar novas polêmicas sobre a seleção francesa diante da partida que disputará amanhã contra a África do Sul pela Copa do Mundo, em meio a fortes críticas da imprensa, de cidadãos e políticos.

A ministra da Saúde e Esportes francesa, Roselyne Bachelot, pediu ''responsabilidade e dignidade'' aos jogadores e responsáveis pela seleção e confirmou que estará com eles até o confronto de amanhã.

''Sobre a necessária investigação, a faremos evidentemente sem nenhuma complacência assim que os 'bleus' voltarem a nosso país, um retorno que espero que aconteça o mais tarde possível'', disse Roselyne, que ainda confia em que França passe para as oitavas de final, apesar das poucas chances.

A França chega à partida contra a África do Sul com apenas um ponto - conquistado com o empate com Uruguai em zero e zero - e nem uma vitória sobre os anfitriões garantirão seus acesso à próxima fase, já que um empate entre México e Uruguai, com quatro pontos cada, a deixa de fora.

Já o ministro de Imigração e de Identidade Nacional da França, Eric Besson, disse hoje que, ''no exterior, todos estão rindo de nós'' pelo ''clima venenoso na seleção francesa'' e pediu aos jogadores que ''voltem a campo e joguem bola''.

''Primeiro é preciso jogar na terça-feira e depois haverá uma auditoria completa sobre o que aconteceu'', ressaltou Besson.

A vice-presidente executiva do partido de extrema direita Frente Nacional (FN), Marine Le Pen, foi mais dura em suas críticas e pediu a demissão de Roselyne, pelo que considerou uma ''humilhação mundial'' o que a França passando, por causa da série de escândalos em sua seleção, que atingiu seu pico no domingo quando os jogadores se negaram a treinar.

Fontes ligadas ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, reconheceram que ele está preocupado e ressaltaram que os jogadores da seleção têm o ''dever de dar exemplo a milhões de jovens que os observam''.

Em declarações publicadas hoje pelo ''Le Parisien'', o Palácio do Eliseu afirmou que Sarkozy quer uma investigação das consequências deste ''fracasso'', mas que terá que ser feita ''depois'' da atuação da equipe na Copa.

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