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Grupo palestino rejeita convocação de eleições

Grupo palestino rejeita convocação de eleições

Atualizado: Sexta-feira, 23 Outubro de 2009 as 12

O grupo palestino Hamas, que controla a faixa de Gaza, rejeitou a convocação de eleições legislativas e presidenciais palestinas para o dia 24 de janeiro de 2010, anunciada nesta sexta-feira (23) pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina e líder do movimento nacionalista Fatah, Mahmoud Abbas.

''A convocação é um golpe destrutivo para os esforços de reconciliação interpalestina e uma rendição da Autoridade Nacional Palestina (ANP) à pressão israelense e americana'', comentou o Hamas em comunicado.

Um dos líderes do Hamas em Gaza, Ismail Radwán, disse que a convocação ''responde a instruções dos EUA e serve ao inimigo sionista''.

''A declaração afunda a divisão interpalestina. Não fica dúvida que mina todos os esforços efetuados pelo Egito para acabar com a divisão'', acrescentou.

O texto publicado pela agência oficial palestina Wafa especifica que o pleito, livre e direto, será realizado em Jerusalém, Cisjordânia e na faixa de Gaza, de acordo com a lei Básica (uma espécie de ''constituição'' palestina, emendada em 2003) e Eleitoral, de 2007.

Não está claro, no entanto, como a ANP vai organizar o pleito em Gaza, um território sob o domínio do Hamas, grupo que rejeita a convocação. De acordo com a Lei Básica palestina a eleição deveria ocorrer em 25 de janeiro, enquanto que o mandato de Abbas teria de ter encerrado no início deste ano.

Saeb Erekat, chefe negociador palestino, explicou que o Comitê Central da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), da qual Hamas não pertence, vai debater o decreto nas reuniões de sábado e domingo em Ramalá.

O Hamas ganhou as últimas eleições palestinas, em 2006, e Abbas conquistou maioria nas presidenciais de um ano antes, às que não se apresentaram os membros do Hamas.

Na última semana, o Fatah assinou uma proposta egípcia, enquanto que o Hamas a aceitou com reservas e solicitou mais tempo para estudar o documento, com o argumento que os mediadores egípcios tinham acrescentado ao acordo cláusulas não estipuladas pelas partes. As relações de Fatah e Hamas estão estremecidas desde junho de 2007, quando os islamitas assumiram o controle da faixa de Gaza ao expulsar às forças de segurança leais ao presidente.

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