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Guerra civil no Sri Lanka matou 6.500 civis em três meses, diz ONU

Guerra civil no Sri Lanka matou 6.500 civis em três meses, diz ONU

Atualizado: Sexta-feira, 24 Abril de 2009 as 12

Autoridades da Índia pressionaram o presidente do Sri Lanka nesta sexta-feira, 24 de abril, para um imediato cessar-fogo no país asiático e a ONU reportou a morte de pelo menos 6.500 civis tâmeis nos últimos três meses.

A preocupação com a segurança aumentou no país nas últimas semanas quando o governo apertou o cerco contra zonas dominadas pelos rebeldes tâmeis para tentar acabar com a guerra civil que dura 25 anos no país.

O chefe do comando da zona de conflito, Shavendra Silva, disse que relatórios da inteligência indicam que líderes dos Tigres Tâmeis (que lutam para estabelecer um governo autonomo para sua etnia) continuam em um pedaço de território mantido sob controle da guerrilha.

Na segunda-feira, 20 de abril, o Exército cingalês destruiu uma fortificação rebelde na costa norte, uma área considerada livre de conflito, e provocou o êxodo de mais de 100 mil civis. Os Tigres Tâmeis afirmam que mais de mil civis morreram nas batalhas.

Grupos de ajuda internacional acusam o governo de bombardear áreas densamente povoadas na zona de guerra e acusam os rebeldes de usar civis como escudos humanitários. Ambos os lados negam as acusações.

De acordo com um relatório da ONU, nos últimos três meses foram mortos 6.432 civis e 13.946 ficaram feridos. Segundo o texto, uma média de 33 civis foram mortos a cada dia em janeiro e o número subiu para 116 em abril. Dos mortos, 5.500 estavam em zonas consideradas "seguras" pelo governo do Sri Lanka. Desde segunda-feira, mais de 160 mil pessoas deixaram suas casas.

O porta-voz da ONU na região, Gordon Weiss, disse que a situação é alarmante, já que "as provisões não são suficientes para o número de refugiados."

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