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Há risco de guerra no Sudão, diz representante da ONU

Há risco de guerra no Sudão, diz representante da ONU

Atualizado: Quarta-feira, 29 Junho de 2011 as 10

Há riscos de que uma guerra entre o sul e o norte do Sudão ecloda novamente caso os combates que ocorrem na fronteira das duas regiões -- que se tornarão independentes -- se espalhem, alertou nesta quarta-feira a alta comissária para direitos humanos, Kyung-wha Kang.

"Se esses combates na fronteira não pararem e se espalharem para outras áreas do Cordofão do Sul e do Nilo Azul, então, obviamente, teremos uma guerra de novo."

Os conflitos entre o Exército do Sudão (norte) e pessoas ligadas ao Exército Popular de Libertação do Sudão -- do Sudão do Sul -- continuam ao longo da fronteira provisória definida antes da secessão formal do Sudão do Sul em 9 de julho.

Kang se mostrou preocupada com a situação na região. "Consegui visitar a região de Abyei e a situação é de total destruição até onde pudemos ver."

Ela ainda pediu uma investigação sobre o que aconteceu em Abyei e em Cadugli -- capital do Cordofão do Sul --, onde há relatos de abusos depois que civis foram obrigados por autoridades do Sudão -- norte -- a sair da área protegida pela ONU.

Segundo Kang, ela, que iria a Cadugli para verificar o que aconteceu com os 7.000 nubas que foram obrigados por pessoas que fingiam ser do Crescente Vermelho a sair da área protegida pela ONU, teve seu acesso a Cadugli negado.

Os funcionários da ONU não conseguiram entrar em contato com os civis desde então.

ENTENDA O CASO

A guerra civil entre o Norte e o Sul do Sudão terminou em 2005 e em janeiro de 2011, o Sul votou por sua independência e, em 9 de julho deste ano, deve se tornar um novo país.

A região de Abyei é disputada pelos dois países e a dúvida sobre a quem pertence território ainda permanece. No último 21 de maio,o Exército do Sudão invadiu o território violando um acordo de paz pré-existente.

Os conflitos na fronteira entre o Sudão e o Sudão do Sul deslocaram cerca de 146 mil pessoas, conforme estimativas da ONU e de organismos humanitários.

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