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Hamas diz que pode voltar a atacar, caso Israel não retire suas tropas

Hamas diz que pode voltar a atacar, caso Israel não retire suas tropas

Atualizado: Terça-feira, 20 Janeiro de 2009 as 12

Um porta-voz do Hamas afirmou que o grupo islâmico manteve intactas as suas bases de lançamento de foguetes e que vai continuar desenvolvendo sua capacidade de atacar Israel. A informação foi dada nesta segunda-feira, dia 19 de janeiro, pela BBC Brasil. A declaração do Hamas foi feita depois do estabelecimento do cessar-fogo, anunciado no fim de semana.

A ação ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, que durou 22 dias, já havia deixado mais de 1,3 mil palestinos e 13 israelenses mortos.

Ainda no dimingo, dia 18 de janeiro, Israel iniciou a retirada de suas tropas da Faixa de Gaza. O premiê israelense, Ehud Olmert, disse que a retirada seria feita "o mais rapidamente possível". De acordo com Israel, os objetivos da operação militar em Gaza, de interromper os ataques com foguetes lançados pelo Hamas contra o país, foram atingidos.

O Hamas declarou um cessar-fogo de uma semana, horas depois de Israel anunciar uma trégua unilateral em Gaza. Segundo o vice-líder do grupo na Síria, Moussa Abou Marzouk, a condição para o cessar-fogo é "a retirada das forças inimigas do território em uma semana, com a reabertura de todas as fronteiras para facilitar o envio de ajuda humanitária e comida ao povo palestino".

Apesar de Israel afirmar que mais de 500 militantes do Hamas foram mortos, o porta-voz da facção militar do grupo, Abu Ubada, declarou vitória no conflito e anunciou "a martirização de 48 combatentes".

Ubada disse que todas as opções de resistência estão em aberto caso o prazo de uma semana não seja cumprido. De acordo com ele, mesmo com os ataques, o arsenal do Hamas está intacto. Já Israel afirma ter destruído a maior parte do arsenal do grupo islâmico e ameaça realizar uma nova operação na Faixa de Gaza, se identificar contrabando de armas para abastecer o Hamas.

Com a trégua e a primeira noite de calma na região, a devastação provocada pelos conflitos fica mais clara. De acordo com o chefe da agência das Nações Unidas de ajuda aos refugiados palestino, John Ging, em torno de meio milhão de pessoas estão sem água e um grande número está sem energia elétrica. Além disso, 4 mil casas foram destruídas.

Ontem, chefes de Estado da Europa foram ao Egito para uma reunião, da qual também participaram o líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para discutir como instaurar uma trégua permanente na região.

Logo depois do encontro, Ban Ki-moon disse que vai enviar uma equipe para avaliar as necessidades civis do território palestino. "Dentro de dez dias creio que poderemos fazer um relatório de avaliação, e vamos enviar ajuda humanitária com urgência", avaliou.

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