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Hillary adverte Ahmadinejad sobre cúpula

Hillary adverte Ahmadinejad sobre cúpula

Atualizado: Sexta-feira, 30 Abril de 2010 as 8:43

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, alertou ontem o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, que ele não terá uma "recepção calorosa" em Nova York se ele tentar desviar a atenção da conferência da ONU sobre não-proliferação nuclear, que começa na segunda-feira.

"Se o presidente Ahmadinejad quer vir (aos EUA) para anunciar que o Irã respeitará suas obrigações em matéria de não-proliferação, seria uma boa notícia e nós ficaríamos felizes", disse Hillary, em entrevista coletiva. "Mas, se ele acredita que vindo para cá pode desviar de uma maneira ou de outra a atenção do esforço mundial importantíssimo e criar uma confusão que lançaria dúvidas sobre as intenções do Irã, então creio que ele não encontrará um público particularmente receptivo."

Os EUA e alguns de seus aliados acreditam que o Irã usa seu programa nuclear civil para desenvolver armas atômicas. Ahmadinejad - que nega as acusações e afirma que o programa do país tem como objetivo apenas a geração de eletricidade - entrou com pedido de visto para participar da conferência. Durante o encontro, realizado na sede da ONU, em Nova York, será revisto o Tratado de Não-Proliferação (TNP).

"A missão de todos que estão indo para Nova York para rever, revisar e revigorar o TNP é bastante clara", afirmou a secretária de Estado, ressaltando que não sabia o motivo pelo qual o líder iraniano demonstrou interesse na reunião. "Se essa não é a missão dele (Ahmadinejad), então não será uma viagem produtiva."

A posição do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz "querer para o Irã o que quer para o Brasil": acesso à tecnologia nuclear com garantia de que ela não seja usada para fins militares. No entanto, o Irã é acusado de tentar construir armas atômicas por meio de seu programa nuclear. A usina de Qom, mantida em segredo por anos, e o programa balístico iraniano seriam exemplos das reais intenções de Teerã. Lula também é contra novas sanções ao país, afirmando que "colocar Teerã contra a parede" significará o fim de qualquer solução negociada.

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