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Hillary faz convite, e israelense aceita retomada do diálogo com palestinos

Hillary faz convite, e israelense aceita retomada do diálogo com palestinos

Atualizado: Sexta-feira, 20 Agosto de 2010 as 2:48

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acolheu bem o convite feito pelos Estados Unidos nesta sexta-feira (20) para o lançamento de negociações diretas de paz com os palestinos, disse um porta-voz. Líderes palestinos também receberam bem o comunicado.

Netanyahu vem há tempos buscando a retomada das conversações, que foram paralisadas antes da guerra em Gaza, no fim de 2008. Ele disse estar pronto a se reunir a qualquer hora com o presidente palestino, Mahmoud Abbas. O chefe dos negociadores palestinos, Saeb Erekat, disse à agência de notícias Reuters que o comunicado "contém os elementos necessários para sustentar um acordo de paz". Já o grupo Hamas rejeitou o diálogo direto de paz com Israel, anunciou num porta-voz do movimento islâmico.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, fez o convite aos líderes israelenses e palestinos nesta sexta, em Washington, para que retomem as negociações diretas de paz nos Estados Unidos a partir do dia 2 de setembro, com o objetivo de alcançar um acordo dentro de um ano. "Convidei o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, para nos encontrarmos no dia 2 de setembro, em Washington, para lançar negociações diretas", informou Hillary. "O objetivo é resolver todas as questões do estatuto final, que, acreditamos, poderá ser completado dentro de um ano". afirmou, referindo-se a itens como as fronteiras do futuro Estado palestino, o status dos refugiados palestinos e o destino de Jerusalém.

Ainda segundo Hillary, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o Rei da Jordânia, Abdullah II, vão participar nessas negociações.

Em um comunicado emitido simultaneamente nas Nações Unidas, em Nova York, o Quarteto para o Oriente Médio - União Europeia, Nações Unidas, Estados Unidos e Rússia - reafirma seu firme apoio às negociações diretas entre as duas partes, que devem terminar dentro de um ano.

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