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Hillary oferece ajuda de US$ 500 mi e pressiona Paquistão a combater Al Qaeda

Hillary oferece ajuda de US$ 500 mi e pressiona Paquistão a combater Al Qaeda

Atualizado: Segunda-feira, 19 Julho de 2010 as 9:31

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, anunciou nesta segunda-feira mais de US$ 500 milhões em ajuda não militar dos Estados Unidos ao Paquistão, em um esforço com o qual Washington espera conquistar a confiança do cético povo paquistanês --crucial para o combate aos redutos do Taleban e da Al Qaeda na região tribal fronteiriça com o Afeganistão.

Hillary aproveitou a oportunidade para dizer que ambos os países, EUA e o Paquistão, precisam trabalhar mais para ir atrás dos líderes da Al Qaeda que ainda estariam escondidos no remoto noroeste do país.  

"Nós gostaríamos de trabalhar mais próximos dos paquistaneses para ir atrás deles e capturá-los ou matá-los", disse a secretária de Estado a jornalistas. "Eu acredito que eles estão no Paquistão e seria de grande ajuda se pudéssemos capturá-los".  

O tom de Hillary foi mais diplomático do que suas declarações no ano passado, quando disse que o povo e o governo paquistaneses sabem onde Osama bin Laden está escondido e que estava confusa dos motivos dele não ter sido preso ainda. Os comentários causaram um escândalo na mídia e alimentou o sentimento antiamericano entre os paquistaneses.  

As declarações do ano passado, contudo, estão mais de acordo com a visão de muitos oficiais americanos que duvidam do comprometimento paquistanês em combater o Taleban.

No último ano, o Paquistão lançou duas grandes operações na região e alega ter matado centenas de insurgentes. O país, contudo, não permite acesso às operações e não há confirmação independente do sucesso destas ações.  

Do outro lado, os militares americanos continuam investindo em aviões não tripulados da CIA. Oficialmente, Islamabad nega que autorize os ataques de aviões não tripulados e chegou diversas vezes a criticá-los por ameaçar civis e romper com a soberania nacional. Fontes paquistanesas e dos EUA, contudo, afirmam que existe um consentimento tácito e que os serviços de inteligência dos dois países compartilham informação sobre os alvos.  

LONGO PRAZO  

Hillary anuncio a ajuda milionária no começo de um dia de "diálogo estratégico" em Islamabad, no segundo dia de sua visita ao país.

Os projetos, que Hillary chamou de investimentos de longo prazo no futuro do Paquistão, incluem a construção de várias barragens, melhorias em uma hidrelétrica e construção e reforma de três hospitais. A verba faz parte do orçamento aprovado no ano passado que dá US$ 7,5 bilhões em ajuda não militar ao Paquistão pelos próximos cinco anos.

"Este é um processo de longo prazo para dar ao Paquistão o que ele precisa em termos de energia. é um projeto de 15 anos", explicou um funcionário do governo americano à rede de TV CNN.

O giro asiático de Hillary a levará ainda ao Afeganistão. Lá, participa da Conferência de Cabul, em que 70 países e representantes da ONU e da Otan devem analisar a estratégia do governo afegão para o desenvolvimento e a estabilidade do país.

Entre terça e quarta, Hillary partirá para Seul, na Coreia do Sul, para a primeira reunião do chamado 2+2 -- ao lado do secretário de Defesa americano, Robert Gates, e seus homólogos sul-coreanos, Yu Myung-hwan, e Kim Tae-young.

A visita segue ao Vietnã, onde participará do 17º Fórum Regional Ministerial da Associação de Nações do Sudeste Asiático.

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