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Hillary pede reconciliação na Líbia e promete apoiar governo

Hillary pede reconciliação na Líbia e promete apoiar governo

Atualizado: Quinta-feira, 1 Setembro de 2011 as 3:47

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pediu nesta quinta-feira (1º) que o governo interino da Líbia busque reconciliação, e não revanchismo, após sua vitória sobre Muammar Kadhafi, e ofereceu apoio à transição para a democracia no país. A principal diplomata dos EUA também disse que a campanha militar da Otan no país deve continuar enquanto os civis líbios estiverem sob ameaça das forças de Kadhafi, que promete resistir aos rebeldes .     Mas ela disse que as sanções impostas pela ONU ao regime de Kadhafi devem ser levantadas, e que o novo governo deve ter uma cadeira nas Nações Unidas.

"O trabalho não termina com o fim do regime de opressão", disse Hillary durante reunião em Paris para discutir o futuro da Líbia. "Ganhar uma guerra não garante conquistar a paz em seguida. Os acontecimentos dos próximos dias vão ser críticos."

Hillary também pediu aos rebeldes -que tomaram o poder após mais de seis meses de violenta guerra civil- que combatam o extremismo e protejam os depósitos de armas da era Kadhafi.

"As novas autoridades líbias têm que seguir lutando contra o extremismo violento e precisam trabalhar conosco para garantir que os depósitos de armas de Kadhafi não sejam uma ameaça para os vizinhos da Líbia e para o mundo", disse.

Fontes americanas que acompanham Hillary e que pediram o anonimato indicaram que a americana transmitiu a mesma mensagem ao presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT, órgão político da rebelião líbia), Mustafa Abul Jalil, e a seu número dois, Mahmud Jibril, com quem se reuniu antes da abertura da Conferência de Amigos da Líbia.

Ela também falou da proteção dos depósitos de armas com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, durante uma reunião no Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, antes do encontro.          

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