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Hillary recomenda US$ 25 milhões em ajuda dos EUA a rebeldes líbios

Hillary recomenda US$ 25 milhões em ajuda dos EUA a rebeldes líbios

Atualizado: Quinta-feira, 21 Abril de 2011 as 9:49

Os Estados Unidos estão se mobilizando para conceder aos rebeldes líbios US$ 25 milhões (cerca de R$ 40 milhões) em ajuda médica, aparelhos de rádio e qualquer outro tipo de auxílio que não inclua armas, afirmou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, nesta quarta-feira (20).

O país tomou a decisão no momento em que forças da oposição engajadas em derrubar o líder líbio Muammar Kadhafi estão envolvidas em violentos combates com tropas favoráveis ao governo atual.

Autoridades norte-americanas estão preocupadas com a situação humanitária no reduto rebelde de Misrata, onde se acredita que centenas de pessoas foram mortas e há falta de alimentos e suprimentos médicos.

'Não há novas compras. Não é um cheque em branco", afirmou Hillary.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda deve assinar a recomendação, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado.

O compromisso dos EUA foi assumido depois que França e Grã-Bretanha disseram que enviarão assessores militares para ajudar os rebeldes a melhorar sua organização e comunicação.

Obama permanece contrário ao envio de tropas terrestres dos EUA à Líbia, mas apoia a decisão francesa e britânica de despachar assessores militares, informou a Casa Branca.

Hillary descreveu os rebeldes líbios como, principalmente, empresários, estudantes, advogados, médicos e professores que têm sido encorajados por revoltas contra governos autoritários em outros lugares no norte da África e do Oriente Médio

"Essa oposição que tem se mantido contra um ataque brutal por parte das forças de Kadhafi não é uma milícia organizada", afirmou."Estamos avançando para autorizar até US$ 25 milhões em produtos não-letais e serviços para ajudar o Conselho Nacional de Transição e nossos esforços para proteger civis e as áreas povoadas por civis que estão sob ameaça de ataques", afirmou Hillary em entrevista coletiva.

A ajuda incluiria itens que o governo norte-americano já tem em estoque, como suprimentos médicos, uniformes, botas, barracas, rádios e refeições halal (para muçulmanos).   G1

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