MENU

Imprensa vira alvo de partidários de Mubarak

Imprensa vira alvo de partidários de Mubarak

Atualizado: Quinta-feira, 3 Fevereiro de 2011 as 11:12

A imprensa internacional foi alvo de ataques violentos por parte dos manifestantes favoráveis ao governo de Hosni Mubarak. A reportagem do Estado sofreu intimidação nas ruas e teve seu quarto de hotel invadido por seis policiais.

Aude Marcovitch, da Rádio Suíça, foi uma das que se viu obrigada a correr de manifestantes pró-regime. "Fiquei muito assustada", disse. Um repórter belga acabou preso, supostamente por não ter um visto para trabalhar como jornalista. Ele ainda foi acusado de ser um espião, depois de ter dito que apoiava Mohamed ElBaradei.

Quatro jornalistas israelenses foram presos na manhã de ontem e um câmera da rede de TV al-Arabyia está desaparecido.

Um grupo de manifestantes armados com paus e pedras tentou por duas vezes invadir o Hotel Hilton, onde estavam hospedados os jornalistas da Al-Jazira, do Catar. Há dois dias, a rede foi proibida de operar no Egito por "mostrar mentiras" sobre os protestos.

A equipe da CNN, ao tentar sair do mesmo hotel, foi atacada e um dos repórteres foi gravemente ferido.

"Mubarak é nosso líder. Ninguém tem o direito de acusá-lo de nada", gritou ao Estado um dos manifestantes, que se recusou a se identificar. "Vocês todos da imprensa querem semear o caos no Egito. Não deixaremos", afirmou, aos berros.

Horas depois, o quarto onde a reportagem do Estado estava hospedada, no Hotel Hilton, foi invadido por seis agentes de polícia, quarto deles armados. Entraram sem pedir autorização e deixaram claro que fotos feitas do balcão do quarto mostrando a Praça Tahrir, onde a violência ocorria, estavam simplesmente proibidas.    

veja também