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Incêndio perto de Chernobyl não vai criar nuvem radioativa, diz especialista

Incêndio perto de Chernobyl não vai criar nuvem radioativa, diz especialista

Atualizado: Sexta-feira, 13 Agosto de 2010 as 9:56

O avanço dos incêndios na parte ocidental da Rússia para áreas contaminadas por poeira radioativa cria uma situação perigosa, ainda não totalmente avaliada. Mas já é possível afirmar “com certeza” que a formação de uma nuvem nuclear como a resultante do desastre de Chernobyl, em 1986, não se repetirá. “Nem no tamanho, nem na expansão, nem no deslocamento.” A opinião é de Vladimir Tchouropov, especialista em energia atômica que atua na sede russa da organização ambientalista Greenpeace. Em 1986, a explosão do reator nuclear de Chernobyl lançou toneladas de poeira contaminada na atmosfera. Essa poeira formou uma nuvem que depois se depositou no solo de uma gigantesca área ao longo do sul da Rússia, norte da Ucrânia e Bielorrússia. Os terrenos se tornaram zonas mortas, onde o pó atômico repousa na terra e na vegetação.

Com os incêndios, em tese tudo isso poderia ser lançado de volta à atmosfera, circulando pela região e voltando a repousar em novas áreas, de acordo com o fluxo dos ventos. Para avaliar o alcance do fenômeno, é preciso considerar variáveis meteorológicas e qual tipo de incêndio está ocorrendo. A questão central, porém, é a quantidade de elementos radioativos lançada ao ar, explica Tchouropov. “Por enquanto, não há resposta para essa pergunta.”

Postado por: Thatiane de Souza

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