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Irã acusa EUA e Israel por atentado que matou físico nuclear em Teerã

Irã acusa EUA e Israel por atentado que matou físico nuclear em Teerã

Atualizado: Terça-feira, 12 Janeiro de 2010 as 12

O ministério de Relações Exteriores do Irã disse que há "sinais" do envolvimento de Israel e EUA no caso da morte de um físico nuclear ocorrida em Teerã nesta terça-feira, dia 12.

A informação foi divulgada pela TV estatal IRIB. "Na investigação inicial, sinais do triângulo de maldade pelo regime sionista, a América e seus agentes de aluguel são visíveis no ato terrorista", diz comunicado.

Os governos de EUA e Israel ainda não falaram sobre o assunto.

O físico e professor foi morto após uma moto-bomba estacionada em frente à sua casa ter explodido na capital iraniana, segundo informou a mídia estatal.

Segundo uma rede de TV, Massoud Ali Mohammadi, de 50 anos, tinha acabado de sair de casa rumo ao trabalho quando a explosão ocorreu.

Dois carros e uma moto foram seriamente danificados, e as janelas de unidades residenciais foram estilhaçadas.

A emissora se refere a Ali-Mohammadi como "um cientista nuclear e um professor comprometido e revolucionário da Universidade de Teerã".m junho, um pesquisador universitário chamado Shahram Amiri, que trabalhava para a Organização de Energia Atômica do Irã, desapareceu durante uma peregrinação a Meca. Em dezembro, Teerã acusou a Arábia Saudita de ter entregado Amiri aos Estados Unidos.

A agência oficial de notícias Irna disse que não está claro quantas pessoas morreram no atentado de terça-feira, sugerindo que pode haver outras vítimas fatais. A Fars disse que houve dois feridos leves.

Tensão

A explosão ocorre num momento de forte tensão no país, sete meses depois da polêmica eleição presidencial que mergulhou o Irã na sua pior crise interna em 30 anos.

Coincide também com um momento delicado na disputa do Irã com o Ocidente por causa do seu programa nuclear. Grandes potências devem se reunir no sábado em Nova York para discutir a adoção de novas sanções ao Irã por causa da sua recusa em suspender as atividades de enriquecimento de urânio.

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