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Irã e potências retomam diálogo sobre programa nuclear

Irã e potências retomam diálogo sobre programa nuclear

Atualizado: Segunda-feira, 6 Dezembro de 2010 as 9:42

As negociações sobre o controvertido programa nuclear iraniano foram retomadas nesta segunda-feira, 6, entre a República Islâmica e o grupo 5+1, composto por EUA, China, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha, confirmaram fontes do Ministério de Exteriores suíço.   "As delegações chegaram e as negociações começaram" na sede da missão suíça no prédio da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, disse Linda Shepard, porta-voz da chancelaria.

Das negociações, as primeiras após a interrupção de um ano, participam a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, em nome do grupo de potências mundiais, e o chefe negociador iraniano, Saeed Jalili.

Entre os representantes das potências, figuram William Burns, secretário de Estado adjunto para Assuntos Políticos dos EUA, e o vice-ministro de Exteriores russo Sergei Ryabkov.

O encontro, previsto para continuar até a terça-feira, transcorre em clima de tensão, 14 meses depois da última reunião no mesmo formato, em outubro de 2009, em Genebra.

Jalili e Catherine Ashton posaram para os fotógrafos antes do início do encontro diante das bandeiras do Irã e dos EUA, mas não apertaram as mãos, de acordo ao costume iraniano de não fazer esse gesto entre homens e mulheres.

Precedentes

As negociações começam precedidas pela tensão após dois atentados ocorridos em Teerã contra cientistas nucleares iranianos - um dos quais morreu - e pelos quais o Irã culpa os serviços secretos ocidentais.

No domingo, horas antes do início das negociações, o Irã anunciou que havia conseguido produzir urânio concentrado, o material necessário para o combustível nuclear, tanto para fins pacíficos quanto para construir uma bomba atômica.

Os EUA responderam imediatamente pondo em dúvida mais uma vez as intenções do Irã com relação ao seu programa nuclear e também nestas negociações. Apesar disso, o Irã persiste em sua posição de que o direito de enriquecer urânio é negociável e insiste em que só procura fins pacíficos.    

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