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Irã liberta velejadores britânicos detidos no Golfo Pérsico

Irã liberta velejadores britânicos detidos no Golfo Pérsico

Atualizado: Quarta-feira, 2 Dezembro de 2009 as 12

O Irã libertou nesta quarta-feira (2) os cinco velejadores britânicos detidos quando navegavam pelo Golfo Pérsico e entraram por engano em águas iranianas, informou a Guarda Revolucionária do país.

Um dia antes, o governo local informou que pretendia adotar medidas duras contra o grupo, caso constatasse que os britânicos tinham ''más intenções'', segundo comunicado de terça-feira (1º) de um assessor do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

As relações anglo-iranianas andam abaladas nos últimos anos por diversos motivos, como o programa nuclear iraniano e as acusações de Teerã de que Londres teria insuflado os protestos após as eleições iranianas de junho.

Crise diplomática

A prisão dos velejadores gerou temores de uma crise diplomática, elevando a cotação do petróleo em mais de US$ 1.

O chefe de gabinete da Presidência iraniana, Esfandiar Rahim-Mashaie, disse à agência semioficial de notícias Fars que ''o Judiciário iria decidir sobre os cinco britânicos, após investigar se eles tinham más intenções.''

O Reino Unido salientou que os velejadores são civis, e rejeitou paralelos com um incidente de 2007, quando o Irã prendeu 15 integrantes das suas forças navais na costa do golfo Pérsico.

''Certamente não há confronto nem discussão. Até onde sabemos, essa gente estaria sendo bem tratada, o que é certo e é o que esperaríamos de um país como o Irã'', disse o chanceler britânico, David Miliband, à rádio BBC 4.

Miliband disse que os velejadores entraram ''inadvertidamente'' em águas iranianas, e foram abordados por embarcações militares do Irã em 25 de novembro.

Organizadores de uma regata da qual os velejadores participariam disseram que o barco deles apresentou um problema com um motor no trajeto entre Bahrein e Dubai.

Um novo estudo de inteligência dos EUA diz que o Irã estruturou suas forças navais para que um braço da Guarda Revolucionária se torne responsável pelas operações no Golfo.

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