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Israel ainda combate incêndio florestal que já matou mais de 40

Israel ainda combate incêndio florestal que já matou mais de 40

Atualizado: Sexta-feira, 3 Dezembro de 2010 as 9:45

Começaram a chegar nesta sexta-feira (3) a Israel aviões estrangeiros que vão ajudar a tentar controlar o grande incêndio florestal que já deixou pelo menos 42 mortos no norte do país.

As autoridades israelenses confirmaram na véspera a morte de 40 guardas prisionais. As vítimas estavam em um ônibus que viajava em uma estrada próximo à prisão de Damon.

'Os incêndios ainda não estão sob controle, e os ventos fortes estão piorando as coisas', disse o chefe dos bombeiros, Shimon Romah, à Rádio Israel.   Os bombeiros locais carecem de recursos, principalmente de aviões-tanque para jogar água sobre o fogo.

Equipes de todo o país foram mobilizadas na quinta-feira, e reforços de outras nações começaram a chegar nesta sexta. A ajuda chega de Bulgária, Jordânia, Grécia, Reino Unido, Chipre, Turquia e Rússia.

Durante toda a noite, era possível ver um reflexo alaranjado no céu da região de Haifa, e ao amanhecer as TVs mostravam que o fogo ainda se alastrava. Acredita-se que o incêndio começou em um depósito clandestino de lixo.

Em visita ao local, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que Israel havia sofrido 'um desastre numa escala' nunca vista antes. Lieberman previu que as chamas só serão controladas na noite de sábado.

Pelo menos 42 pessoas morreram na quinta-feira, principalmente agentes carcerários em treinamento, que deveriam ajudar na retirada de 500 presos de uma cadeia ameaçada pelo fogo. O ônibus em que os agentes estavam foi atingido pelas chamas a caminho da prisão.

Mais de 12 mil pessoas foram retiradas de aldeias e pequenas cidades da região.

O presidente dos EUA, Barack Obama, enviou condolências e disse que os Estados Unidos irão ajudar.

Enquanto a Europa sofre uma onda de frio excepcional, Israel enfrenta um calor fora do comum para esta época, no mês de novembro mais quente em 60 anos.

O fogo começou por volta de 12h de quinta-feira (hora local), e a imprensa israelense criticou a incapacidade dos serviços locais de emergência para lidarem com o desastre.

Segundo os jornais, há anos especialistas alertavam que os bombeiros careciam dos recursos adequados para combater situações graves, e que isso poderia ter consequências sombrias em caso de guerra.

'Ontem revelou-se que Israel não está preparado para a guerra ou para um ataque terrorista em massa que pudesse causar muitas vítimas na frente doméstica', disse o jornal "Haaretz" em artigo na primeira página.    

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