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Israel fecha Cisjordânia por 48 horas para evitar confrontos

Israel fecha Cisjordânia por 48 horas para evitar confrontos

Atualizado: Sexta-feira, 12 Março de 2010 as 12

O Ministério de Defesa de Israel ordenou nesta sexta-feira, dia 12, o "fechamento geral" do território palestino ocupado da Cisjordânia durante os próximos dois dias para evitar a entrada de palestinos no país e possíveis confrontos.

O Exército de Israel também aumentou a segurança em torno da Cidade Velha de Jerusalém. Um palestino ficou ferido na cidade depois que a polícia restringiu a entrada de fiéis na mesquita de Al Aqsa, para as orações de sexta-feira.

O fechamento da Cisjordânia ocorre dias após o controverso anúncio israelense de que construiria mais 1.600 casas em Ramat Shlomo, bairro de colonização habitado por judeus ultraortodoxos na área oriental de Jerusalém, que tem população majoritária de árabes e foi anexado por Israel em 1967. O anúncio irritou o vice-presidente americano, Joe Biden, que estava em visita ao país e fez com que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, decretasse o fim das negociações indiretas que ainda eram planejadas.

O fechamento da Cisjordânia começou por volta da 0h desta sexta-feira (19h no horário de Brasília) e vai até às 0h do próximo domingo (14) "de acordo com a avaliação de segurança", indica uma nota das Forças de Defesa de Israel.

O fechamento da Cisjordânia, que não só impede a passagem dos palestinos ao território israelense, mas também ao território palestino ocupado --como no caso de Jerusalém Oriental-- são frequentes durante as festividades oficiais de Israel, mas há anos não eram decretados fora dessas datas.

Segundo a imprensa local, o Ministério de Defesa ordenou o fechamento após receber relatórios dos serviços de inteligência sobre planos palestinos de manifestações em Jerusalém neste fim de semana.

No último mês, houve confrontos às sextas-feiras após as orações muçulmanas do meio-dia em torno da Esplanada das Mesquitas, terceiro lugar mais sagrado para o Islã.

Na sexta-feira passada, 80 pessoas, entre elas cerca de 20 policiais, sofreram ferimentos leves nos choques que aconteceram no lugar sagrado, situado na velha cidadela amuralhada de Jerusalém.

A polícia diz que apenas os muçulmanos que tenham passaporte israelense e homens com mais de 50 anos poderão rezar na Esplanada das Mesquitas nesta sexta-feira. Não há limitações para mulheres.

"Aumentamos a segurança dentro e ao redor de Jerusalém Oriental para impedir que haja revoltas após as orações da sexta-feira", disse o porta-voz da polícia israelense Miki Rosenfeld.

O Exército israelense informou que durante o fechamento da Cisjordânia, pessoas como pacientes, médicos, trabalhadores religiosos, professores e outros grupos profissionais poderão passar "por razões humanitárias", desde que as pessoas em questão tenham a autorização da denominada Administração Civil, o corpo militar que administra a ocupação dos territórios palestinos.

As forças de segurança israelenses também asseguram que jornalistas poderão entrar e sair da Cisjordânia, mas a coordenação deste processo pode ficar nas mãos do Exército.

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