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Israel nega ter usado fósforo branco na ofensiva contra Gaza

Israel nega ter usado fósforo branco na ofensiva contra Gaza

Atualizado: Segunda-feira, 26 Janeiro de 2009 as 12

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmour, afirmou  à BBC que, até o momento, um  inquérito interno não encontrou provas para apoiar acusações de que explosivos à base de fósforo branco foram usados contra civis durante a ofensiva israelense na Faixa de Gaza

Grupos de direitos humanos e jornalistas dizem que a substância foi usada em áreas civis lotadas, segundo a BBC. A Anistia Internacional confirmou, na segunda-feira (19), ter detectado o uso de fósforo branco, o que é ilegal. O fósforo branco queima a pele, deixa feridas graves e sua inalação ou ingestão pode levar à morte.

Usar o fósforo branco para incendiar alvos militares está sujeito a restrições do Protocolo sobre a proibição ou limitação do uso de armas incendiárias, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). O uso dessa armas contra qualquer alvo militar dentro de concentração de civis é proibido.

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que sua sede foi atingida por fósforo branco durante a ofensiva, provocando um incêndio que destruiu grande parte de seus suprimentos de ajuda. Segundo a Reuters, o Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que espera de Israel uma explicação completa sobre o atentado contra as instalações da ONU em Gaza, incluindo escolas utilizadas como abrigos.

Israel e Hamas declararam cessar-fogo no último domingo (18). Na quarta feira (21), Israel concluiu a retirada de suas tropas da Faixa de Gaza.

O chefe humanitário da ONU, John Holmes, disse hoje em entrevista à BBC que a situação em Gaza, depois de três semanas de ofensiva israelense contra o Hamas, foi pior do que ele esperava.

Holmes visitou a região ontem, e afirmou que o campo da atividade econômica foi atrasado por anos. "Isso é muito preocupante para o futuro da Faixa de Gaza, para o futuro do povo de Gaza, que é forçado a retroceder para o setor público, para o Hamas, que controla o setor público", concluiu na entrevista à rede britânica. A reconstrução da região deve custar mais de US$ 2 bilhões, segundo o primeiro conselheiro da embaixada da Palestina no Brasil, Salah Alqataa.

O presidente do CICV, Jakob Kellenberger, pediu que Israel, a Autoridade Palestina e o Hamas tomem medidas imediatas para o fim da crise humanitária em Gaza. Segundo o CICV, o Ministério da Saúde de Gaza informou que 1.400 pessoas foram mortas e mais de 5.600 foram feridas durante o conflito, e cerca de 300 mil pessoas ainda não têm acesso à água encanada e à rede de esgoto.

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